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TIPOS DE CONTRIBUIÇÕES

Resumo de Legislação Previdenciária

Assunto:

INSS
TIPOS DE CONTRIBUIÇÕES

Í n d i c e

TIPOS DE CONTRIBUIÇÕES 3
Segurados 3
Filiação e Inscrição 3
Formas de Contribuição 3
GPS 7
Certificado de Regularidade de Contribuinte Individual 9
Empresas 10
Conceitos 10
Matrícula 10
Formas de Contribuição 10
Deduções 16
Retenção – 11% sobre cessão de mão-de-obra 17
Responsabilidade solidária 20
Compensação 21
Restituição 22
Reembolso 23
Guia da Previdência Social – GPS 23
GPS Eletrônica 23
GFIP 29
Acréscimos Legais 32
CND – Certidão Negativa de Débito 34
Parcelamento 34
Construção Civil 36
Obrigações acessórias 38
Crimes contra a Seguridade Social 39
Bases de incidência e não incidência 41
Convênios, contratos e acordos 43
Empregador Doméstico 43

TIPOS DE CONTRIBUIÇÕES
Segurados
Filiação e Inscrição
Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para Previdência Social e esta, do qual decorre direitos e obrigações.
A filiação à Previdência Social decorre automaticamente:
Para o segurado obrigatório – do exercício de atividade remunerada; quando:
– Empregado,
– Trabalhador avulso,
– Empregado doméstico,
– Contribuinte individual (Empresário, Autônomo e Equiparado à autônomo),
– Segurado especial.
Para o segurado facultativo – da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição, tais como:
– A dona de casa,
– O estudante,
– O síndico de condomínio, sem remuneração,
– Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da Previdência Social, entre outros.
Inscrição é a formalização de seu cadastramento junto ao Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização.
A inscrição dos segurados junto à previdência social se dará:
Para o empregado – pelo preenchimento dos documentos que o habilite ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho, efetuado diretamente na empresa;
Para o trabalhador avulso – pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra;
Para o empregado doméstico – pela apresentação de documento que comprove a existência de contrato de trabalho, diretamente no INSS;
Para o contribuinte individual – pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou exercício de atividade profissional, liberal ou não;
Para o segurado especial – pela apresentação de documento que comprove o exercício de atividade rural; e
Para o segurado facultativo – pela apresentação de documento de identidade e declaração expressa de que não exerce atividade que o enquadre na categoria de segurado obrigatório, a partir do recolhimento da primeira contribuição efetuada em época própria.

Observações: Todo aquele que exercer concomitantemente mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social, será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas.
A inscrição do segurado em qualquer categoria exige a idade mínima de 16 anos, exceto do menor aprendiz, que é permitida a partir dos 14 anos.
Na inscrição dos segurados empregado doméstico, contribuinte individual e facultativo, poderá ser utilizado o número de identificação do trabalhador no PIS/PASEP, caso estes já o possuam.
Formas de Contribuição
 1) Empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso.
A contribuição destes segurados é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de acordo com a seguinte tabela:
TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO A PARTIR DA COMPETÊNCIA ABRIL DE 2002

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$)
ALÍQ DE RECOLHIMENTO AO INSS (%)
até 429,00
7,65
De 429,01 até 600,00
8,65
De 600,01 até 715,00
9,00
De 715,01 até 1.430,00
11,00

Observação: A alíquota é reduzida apenas para remunerações até 3 (três) salários mínimos, em função do disposto na Lei nº 9.311/96 (CPMF).
Notas:
Sempre que ocorrer mais de um vínculo empregatício para os segurados empregado e doméstico, as remunerações deverão ser somadas para o correto enquadramento na tabela acima, respeitando-se o limite máximo de contribuição. Esta mesma regra se aplica às remunerações do trabalhador avulso.
Quando houver pagamento de remuneração relativa a décimo terceiro salário, este não deve ser somado a remuneração mensal para efeito de enquadramento na tabela de salários-de-contribuição, ou seja, aplicar-se-á a alíquota sobre os valores em separado.
2) Contribuinte Individual e Facultativo
2.1) Para os contribuintes individuais e facultativos filiados ao RGPS até 28/11/1999, sua contribuição é de 20% sobre o salário-de-contribuição conforme a seguinte tabela:
ESCALA DE SALÁRIOS-BASE PARA OS SEGURADOS CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E FACULTATIVO, INSCRITOS ATÉ 28 DE NOVEMBRO DE 1999, A PARTIR DE ABRIL DE 2002

CLASSE
Nº MÍNIMO DE MESES DE PERMANÊNCIA
SALÁRIO-BASE
(R$)
ALÍQUOTA
(%)
CONTRIBUIÇÃO
(R$)
De 1 a 6
12
De 200,00 a 858,00
20,00
De 40,00 a 171,60
7
12
1.000,99
20,00
200,20
8
24
1.144,01
20,00
228,80
9
24
1.287,00
20,00
257,40
10

1.430,00
20,00
286,00

Observações:
O prazo de permanência em cada classe será reduzido gradativamente em 12 meses a cada ano, até a extinção total da escala.
Havendo extinção de uma determinada classe, a classe subseqüente será considerada inicial, cujo salário-base de contribuição variará entre o valor correspondente ao limite mínimo de contribuição e o da nova classe inicial.
Aplica-se os novos prazos de permanência nas classes, facultando-se a progressão para a classe seguinte se o contribuinte já tiver cumprido, na classe em que se encontra, o número mínimo de meses estabelecidos na tabela transitória.
A partir da competência 12/1999, para fins de cômputo de interstícios, utilizar-se-ão as contribuições efetivamente recolhidas, mesmo que tais contribuições tenham sido recolhidas com base em valores variáveis entre o limite mínimo e o valor da nova classe inicial.
É facultada a progressão para a classe imediatamente superior quando o contribuinte já tiver cumprido o novo interstício estabelecido na tabela de transitoriedade, ainda que as contribuições tenham sido realizadas com base em classes extintas.
Durante a transitoriedade e após a extinção da mesma, os débitos apurados segundo legislação de regência, a partir de 04/1995, devem ser recolhidos na mesma classe referente ao mês imediatamente anterior ao da interrupção, mesmo que a classe já tenha sido extinta.
Número mínimo de meses de permanência

Classe
12/99 a 11/00
12/00 a 11/01
12/01 a 11/02
12/02 a 11/03
Após 12/03
1





2





3
12




4
12




5
24
12



6
36
24
12


7
36
24
12


8
48
36
24
12

9
48
36
24
12

10




Nota: Após a extinção da escala de salário-base entender-se-á por salário-de-contribuição, para os segurados contribuinte individual, facultativo e especial com contribuição facultativa:
Para o segurado contribuinte individual – a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição; e
Para o segurado facultativo – o valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição.  

Os contribuintes individuais e facultativos filiados até 28/11/1999, com contribuição em dia, podem a partir de 12/2000 enquadrar-se nas seguintes situações:

Situação 1
Enquadrados nas classes 01, 02, 03, 04 (extintas), independentemente da quantidade de contribuições efetuadas, podem optar entre o valor correspondente ao limite mínimo do salário de contribuição (R$ 180,00) até o valor correspondente ao da nova classe inicial (R$ 715,00);
Situação 2
Enquadrados na classe 05 (R$ 715,00), para progressão para a classe 06 (R$ 858,00), devem cumprir o número mínimo de meses exigidos nos interstícios previstos na nova regra, neste caso, 12 meses;
Situação 3
Enquadrados na classe 06 e subseqüentes, para progressão, devem cumprir o número mínimo de meses exigidos nos interstícios previstos na nova regra.

Observação: Aos segurados em atraso com suas contribuições não será permitida a progressão ou a regressão na escala de salário-base.
2.2) Para os contribuintes individuais e facultativos filiados ao RGPS a partir de 29/11/1999, considera-se salário-de-contribuição:
Para o segurado contribuinte individual – a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo.
Para o segurado facultativo – o valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo.
Observação: No mês em que o contribuinte individual não auferir remuneração, poderá efetuar sua contribuição como se fosse facultativo, mantendo o mesmo código de recolhimento normal na GPS.
Considera-se remuneração, no caso de condutor autônomo de veículo rodoviário, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, vinte por cento do rendimento bruto, isto quer dizer, se o valor total do frete é R$ 1.500,00, considera-se como remuneração do condutor, o valor de R$ 300,00 ( 20% de 1.500,00 ) que no caso, será a base de cálculo para a contribuição previdenciária.
2.3) Dedução
Os contribuintes individuais poderão deduzir de sua contribuição mensal, 45% da contribuição da empresa efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que esta lhe tenha pago ou creditado, no respectivo mês, limitada a 9% do respectivo salário-de-contribuição. Esta dedução não se aplica ao segurado facultativo.
Requisito para dedução
A empresa é obrigada a fornecer documento para comprovação da dedução efetuada pelo contribuinte individual:
Cópia da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social) que contenha suas informações e remuneração, ou
Declaração onde conste:
CNPJ e identificação completa da empresa tomadora do serviço,
Nome e número de inscrição do contribuinte individual,
Valor da remuneração paga, e
Compromisso de que esse valor será incluído em GFIP e recolhido em GPS.
Observação: O contribuinte que não comprovar a regularidade da dedução, terá glosado o valor indevidamente deduzido, devendo complementar as contribuições com os acréscimos legais devidos.
A dedução também se aplica à contribuição do contribuinte individual que prestar serviços a empregador rural pessoa jurídica e pessoa física, à microempresa e à empresa de pequeno porte optantes pelo SIMPLES.
O contribuinte individual que prestar serviço a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional faz jus ao referido desconto, já que a associação desportiva está sujeita ao recolhimento das contribuições incidentes sobre as remunerações de contribuintes individuais, pois a substituição contributiva sobre a renda bruta de espetáculos desportivos/patrocínio não as alcança.
A dedução não é aplicável:
– à contribuição do contribuinte individual (inclusive cooperado) que preste serviços a entidades beneficentes de assistência social isentas da cota patronal. Como o crédito é definido a partir da contribuição da empresa, e neste caso ela não existe, o trabalhador não fará jus aos 45%. O impositivo legal para a dedução (contribuição efetivamente recolhida) impede a declaração pois, no caso, não haverá, nem indiretamente (contribuições substituídas), o recolhimento da contribuição ao INSS.
– à contribuição do ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa que perceber valores de entidades religiosas e instituições de ensino vocacional. (lei nº 10.170/00)
Exemplos práticos de dedução de contribuinte individual
a) Determinado segurado se filiou ao RGPS na condição de contribuinte individual (anteriormente enquadrado como autônomo) em 02/01/2000. Prestou serviços a duas empresas. Da empresa "A" recebeu R$ 500,00 e da empresa "B" recebeu R$ 300,00. Sua contribuição, incluindo a dedução permitida por lei, será de:

Remuneração auferida pelo segurado no mês
R$ 800,00
Contribuição individual (sem dedução)
R$ 160,00 (20% x 800,00)
Contribuição patronal – empresa "A"
R$ 100,00 (20% x 500,00)
Contribuição patronal – empresa "B"
R$ 60,00 (20% x 300,00)
Possibilidade de dedução
R$ 72,00 (45% x 160,00)
Limite de dedução
R$ 72,00 (9% x 800,00)
Contribuição do segurado
R$ 88,00 (R$ 160,00 – R$ 72,00)

b) Determinado segurado filiado ao RGPS anteriormente a 29/11/1999 na condição de empresário, recebe remuneração (pró-labore) de uma empresa no valor de R$ 1.500,00. Contribui atualmente pela tabela de transitoriedade do salário-base na classe 5, ou seja, sobre o valor de R$ 715,00. Sua contribuição, incluindo dedução permitida por lei, será:

Remuneração auferida pelo segurado no mês
R$ 1.500,00
Contribuição individual (sem dedução)
R$ 143,00 (20% x 715,00)
Contribuição patronal da empresa
R$ 300,00 (20% x 1.500,00)
Possibilidade de dedução
R$ 135,00 (45% x 300,00)
Limite de dedução
R$ 64,35 (9% x 715,00)
Contribuição do segurado
R$ 78,65 (R$ 143,00 – R$ 64,35)

c) Um segurado se filia ao RGPS na condição de contribuinte individual, no mês de julho de 2000. Neste mesmo mês presta serviço a uma empresa mediante remuneração de R$ 150,00. Sua contribuição será de:

Remuneração auferida pelo segurado no mês
R$ 150,00
Contribuição individual (sem dedução)
R$ 36,00 (20% x 180,00 sal de cont. mínimo)
Contribuição patronal da empresa
R$ 30,00 (20% x 150,00)
Possibilidade de dedução
R$ 13,50 (45% x 30,00)
Limite de dedução
R$ 13,50 (máximo permitido) pois 9% sobre seu salário-de-contr. é maior, ou seja, R$ 16,20.
Contribuição do segurado
R$ 22,50 (R$ 36,00 – R$ 13,50)

3) Segurado Especial
A contribuição do segurado especial corresponde ao percentual de 2,2% incidente sobre o valor bruto da comercialização de sua produção rural. Este percentual é composto:
2,0% para a Seguridade Social;
0,1% para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT); e
0,1% para o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
Sempre que o segurado especial vender sua produção rural à adquirente pessoa jurídica, consumidora ou consignatária, estas ficarão sub-rogadas na obrigação de descontar do produtor e efetuar o respectivo recolhimento ao INSS.
O segurado especial além desta contribuição obrigatória, também poderá contribuir facultativamente aplicando-se a alíquota de 20% sobre o respectivo salário-de-contribuição (segurado facultativo), para fazer jus a benefício previdenciário superior a um salário mínimo.
GPS
 A Guia da Previdência Social – GPS é o documento hábil para o recolhimento das contribuições sociais dos contribuintes individuais da Previdência Social.
Trata-se de documento simplificado instituído pela Resolução INSS/PR nº 657 de 17/12/98 utilizável obrigatoriamente desde 23/07/99.
Modelo da GPS

GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – GPS
3. CÓDIGO DE     PAGAMENTO

4. COMPETÊNCIA

5. IDENTIFICADOR

1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO:
6. VALOR DO INSS

7.

8.

2.VENCIMENTO

(Uso exclusivo INSS)
9.VALOR DE OUTRAS ENTIDADES

ATENÇÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subseqüentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado
10. ATM/MULTA E       JUROS

11. TOTAL

12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA

Instruções para preenchimento no verso.

Informações básicas:
CAMPO 1: Nome do contribuinte, Fone e Endereço: Dados para identificação do contribuinte.
CAMPO 3: Código de pagamento: Relação de Códigos de Pagamento
Código
Descrição
1007
Contribuinte Individual – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1104
Contribuinte Individual – Recolhimento Trimestral NIT/PIS/PASEP
1120
Contribuinte Individual – Recolhimento Mensal – Com dedução de 45 % (Lei n.º 9.876/99) – NIT/PIS/PASEP
1147
Contribuinte Individual – Recolhimento Trimestral – Com dedução de 45 % (Lei n.º 9.876/99) – NIT/PIS/PASEP
1201
GRC Contribuinte Individual – DEBCAD (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
1406
Segurado Facultativo – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1457
Segurado Facultativo – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1503
Segurado Especial – Recolhimento Mensal NIT/PIS/PASEP
1554
Segurado Especial – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1600
Empregado Doméstico – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1651
Empregado Doméstico – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1708
Reclamatória Trabalhista – NIT/PIS/PASEP

CAMPO 4 – Competência: Informação no formato MM/AAAA da competência objeto do recolhimento.
CAMPO 5 – Identificador: Número do NIT ou PIS/PASEP do contribuinte.
CAMPO 6 – Valor do INSS: Valor devido ao INSS pelo contribuinte, já considerados:
os valores de eventuais compensações; e
os valores de deduções (45% da contribuição da empresa, limitado a 9% do próprio salário-de-contribuição).
CAMPO 9 – Valor de Outras Entidades: Não preencher.
CAMPO 10 – Atualização Monetária, Multa e Juros: Valor devido a título de atualização monetária e acréscimos legais, quando for o caso, sobre recolhimentos em atraso.
CAMPO 11 – Total: Valor total a recolher ao INSS.
Preenchimento
A GPS deve ser preenchida em duas vias com a seguinte destinação:
A primeira via, destinada à guarda e comprovação do recolhimento junto ao INSS; e
A segunda via, destinada ao controle do agente arrecadador.
Observação: Para comprovar o exercício de atividade remunerada, com vistas à concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições.
Prazos
Os prazos para recolhimento das contribuições previdenciárias em GPS são:
No dia 15 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário, para os contribuintes individuais, facultativos e domésticos;
Até o dia 20 de dezembro, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário, para as contribuições incidentes sobre o 13º salário, inclusive domésticos.
GPS – Valor inferior a R$ 29,00
A Resolução INSS/DC nº 39 de 23/11/00 determinou o valor mínimo de R$ 29,00 (vinte e nove reais) para recolhimento de contribuições previdenciárias junto à rede arrecadadora, à partir de 1º de dezembro de 2000.
O contribuinte que eventualmente possuir recolhimento inferior a R$ 29,00 deverá acumular este valor com os próximos futuros até que a soma atinja este mínimo, para então proceder ao recolhimento, utilizando a última competência como base de informação no campo 4 da GPS.
GPS – Trimestral
Os contribuintes individuais e facultativos que estiverem contribuindo sobre o valor mínimo de contribuição (hoje 20% x R$ 180,00 = R$ 36,00), poderão optar pelo recolhimento trimestral.
O contribuinte poderá efetuar o recolhimento, agrupando os valores das competências por trimestre civil, ou seja:
Janeiro, fevereiro e março;
Abril, maio e junho;
Julho, agosto e setembro; e
Outubro, novembro e dezembro.
Observações: Para o recolhimento trimestral, o contribuinte deverá utilizar código de pagamento específico, conforme o caso:
Código
Descrição
1104
Contribuinte Individual – Recolhimento trimestral – NIT/PIS/PASEP
1147
Contribuinte Individual – Recolhimento trimestral – com dedução de 45% (Lei nº 9.876/99) – NIT/PIS/PASEP
1457
Segurado Facultativo – Recolhimento trimestral – NIT/PIS/PASEP
1554
Segurado Especial – Recolhimento trimestral – NIT/PIS/PASEP
1651
Empregado Doméstico – Recolhimento trimestral – NIT/PIS/PASEP

O vencimento será no dia 15 do mês seguinte ao de cada trimestre civil, prorrogando-se para o dia útil subseqüente, quando não houver expediente bancário.
No caso desta opção (trimestralidade), nas GPS serão consignadas as competências março, junho, setembro e dezembro, mesmo que a inscrição do segurado tenha ocorrido no segundo ou terceiro mês do trimestre civil.
Aplica-se ao empregador doméstico, relativamente aos empregados domésticos a seu serviço, cujos salários-de-contribuição sejam iguais ao valor do salário-mínimo, ou inferiores, nos casos de admissão, dispensa ou fração do salário em razão de gozo de benefício, o mesmo dispositivo da trimestralidade facultada aos contribuintes individuais e facultativos, exceto no que concerne ao recolhimento sobre remuneração de 13º salário, que segue a regra geral.
GPS Eletrônica para contribuinte individual.
O recolhimento da contribuição individual poderá ser efetuado por intermédio da GPS Eletrônica, através de débito em conta, comandado por meio da rede Internet ou por aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos bancos. O próprio contribuinte fará a digitação dos campos obrigatórios, sendo gerado comprovante de recolhimento com layout estabelecido pelos bancos, que conterá as seguintes informações:
Campo 3 – Código de pagamento
Campo 4 -Competência
Campo 5- Identificador
Campo 6 – Valor do INSS
Campo 7- Valor de outras Entidades
Campo 10 -At. Mon/Multa e Juros
Campo 11 – total
Campo 12 – Autenticação bancária
Certificado de Regularidade de Contribuinte Individual
A Declaração de Regularidade de Situação do Contribuinte Individual DRS-CI é o documento de comprovação de regularidade de inscrição e de recolhimento perante a Previdência Social para fins de celebração de contrato ou realização de ato ou operação que a exija ou venha a exigir.
Será emitida por meio eletrônico, mediante a utilização do serviço de auto-atendimento da Previdência Social (PREVFácil e PREVNet) ou pela agência da Previdência Social a pedido do contribuinte ou do órgão ou instituição interessado e terá prazo de validade de 60 dias, contados da data de sua emissão.
A DRS-CI será expedida unicamente para contribuinte individual e não substitui a Certidão Negativa de Débito (CND) exigida da empresa, bem como não se constitui prova de quitação de contribuição previdenciária, podendo o INSS, a qualquer tempo, exigir do contribuinte o pagamento da importância que venha a ser considerada devida.
Será considerado regular perante a Previdência Social, o contribuinte individual com inscrição (NIT/PIS/PASEP) que:
há 12 ou mais meses, possuir registros de recolhimentos de, no mínimo, 08 competências nos últimos 12 meses, e
há menos de 12 meses, possuir registros de recolhimentos de, no mínimo 2/3 das competências do período.
Para indicação do responsável pela sua obtenção, a DRS-CI deverá ser assinada pelo próprio contribuinte, quando obtida mediante utilização do auto-atendimento, e pelo servidor do INSS, quando emitida pela Agência da Previdência Social.
Independe de assinatura o documento obtido pelo próprio órgão ou instituição interessado.
Instrução Normativa Nº 45 de 23/02/2001.

Empresas
Conceitos
A Legislação previdenciária assim considera e equipara à empresa:
a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não;
órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional;
o contribuinte individual em relação a segurado que lhe preste serviço;
a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras;
o operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra (lei nº 8.630/93) e
o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço.
Matrícula
Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, consideradas e equiparadas empresas pela legislação previdenciária, estão obrigadas à matrícula, que se caracteriza como ato de cadastramento para identificação do contribuinte junto ao INSS.
A matrícula da empresa será feita:
simultaneamente com a inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), ou
perante o INSS, no prazo de 30 dias contados do início de suas atividades, quando não sujeita a inscrição no CNPJ, inclusive a obra de construção civil.
A unidade matriculada será identificada pelo CNPJ ou certificado de matrícula com número cadastral básico de caráter permanente (CEI – Cadastro Específico do INSS).
A matrícula CEI pode ser feita pela Internet ou nas agências da previdência social. O contribuinte deve informar os dados necessários de acordo com a atividade exercida.
Formas de Contribuição
As contribuições patronais destinadas à Seguridade Social, variam em decorrência da atividade desenvolvida pela empresa. Assim sendo, é de extrema importância o correto enquadramento no código FPAS (Fundo de Previdência e Assistência Social) que definirá o percentual de contribuição, bem como sua base de incidência e vinculação às contribuições destinadas à terceiros (Sesi, Sesc, Senar, INCRA, etc.).
Os códigos FPAS e respectivas alíquotas de terceiros constam da tabela anexa ao Manual de Orientação e Preenchimento do SEFIP (Programa para emissão da GFIP) disponível neste ‘site’.
Além destas contribuições, as empresas estão obrigadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT), que possui alíquota variável em função:
do grau de risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave, conforme tabela constante do anexo V do Decreto nº 3.048 de 06 de maio de 1999, e
de atividade que exponha empregados à agentes nocivos que enseja a concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição. Este acréscimo de que trata a lei nº 9.732/98 é de 12(doze), 9(nove) ou 6(seis) pontos percentuais respectivamente.
Empresas em geral
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
20%
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados, Trabalhadores avulsos e Contribuintes individuais.
SAT
Variável
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados e Trabalhadores avulsos.
Terceiros
Variável
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados e Trabalhadores avulsos.

Observações: As agroindústrias por força de decisão do Supremo Tribunal Federal, contribuem nos moldes das empresas em geral, ou seja, sobre a remuneração paga aos segurados (incidência sobre a folha de pagamento e não sobre a comercialização da produção rural) até a competência Outubro de 2001.
Além das suas contribuições patronais, a empresa em geral, está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, a empresa ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total da fatura (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a empresa que contratar transportador autônomo, fica obrigada a descontar do transportador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20,00% sobre o total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
A partir de março/2000, a empresa que tomar serviços de trabalhadores cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho, estará obrigada ao recolhimento de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo relativamente a estes serviços.
A contribuição a cargo da empresa, relativamente aos serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho na atividade de transporte rodoviário é de quinze por cento , sobre a parcela correspondente ao valor dos serviços que serão prestados pelos cooperados, que não será inferior a vinte por cento do valor da nota fiscal ou fatura .
Instituições financeiras
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
22,5%
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados, Trabalhadores avulsos e Contribuintes individuais.
SAT
Variável
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados e Trabalhadores avulsos.
Terceiros
Variável
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados:
Empregados e Trabalhadores avulsos.

Observações: Enquadram-se como instituições financeiras, o banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário, inclusive associação de poupança e empréstimo, sociedade corretora, distribuidora de títulos e valores mobiliários, inclusive bolsa de mercadorias e de valores, empresa de arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de capitalização, agente autônomo de seguros privados e de crédito e entidade de previdência privada, aberta e fechada.
Além das suas contribuições patronais, a instituição financeira está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, o adquirente ficará sub-rogado na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a empresa que contratar transportador autônomo, fica obrigada a descontar do transportador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20,00% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
A partir de março/2000, a empresa que tomar serviços de trabalhadores cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho, estará obrigada ao recolhimento de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo relativamente a estes serviços.
Produtor rural – pessoa física com empregados
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
2,0%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui os 20% incidentes sobre a folha de pagamento)
SAT
0,1%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui o SAT incidente sobre a folha de pagamento).
Terceiros
0,2%
Comercialização da produção rural (esta contribuição complementa a contribuição para terceiros sobre a folha de pagamento).

Observações: A contribuição sobre a comercialização da produção rural, não mais substitui a contribuição incidente sobre a remuneração paga ao contribuinte individual, bem como aquela decorrente da contratação de cooperados mediante intermediação de cooperativas de trabalho.
Além das suas contribuições patronais, o produtor rural pessoa física, está obrigado a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
O produtor rural pessoa física que comercializa sua produção junto à empregador rural pessoa física ou ao segurado especial, fica obrigada a recolher contribuição de 2,3% ao INSS, não existindo neste caso a sub-rogação.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, o produtor rural, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, o produtor rural que contratar transportador autônomo fica obrigado a descontar do trabalhador e recolher ao INSS o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
Produtor rural – pessoa jurídica, exceto agroindústria
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
2,5%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui os 20% incidentes sobre a folha de pagamento)
SAT
0,1%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui o SAT incidente sobre a folha de pagamento).
Terceiros
0,25%
Comercialização da produção rural (esta contribuição complementa a contribuição para terceiros sobre a folha de pagamento).

Observações: A contribuição sobre a comercialização da produção rural não mais substitui a contribuição incidente sobre a remuneração paga ao contribuinte individual, bem como aquela decorrente da contratação de cooperados mediante intermediação de cooperativa de trabalho.
Além das suas contribuições patronais, o produtor rural pessoa jurídica, está obrigado a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, ficará sub-rogado na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural, exceto para os casos de isenção previstos na legislação.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, o produtor rural, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, o produtor rural que contratar transportador autônomo, fica obrigado a descontar do trabalhador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor dos serviços (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
Produtor rural – Agroindústria
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
2,5%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui os 20% incidentes sobre a folha de pagamento)
SAT
0,1%
Comercialização da produção rural (esta contribuição substitui o SAT incidente sobre a folha de pagamento).
Terceiros
0,25%
Comercialização da produção rural (esta contribuição complementa a contribuição para terceiros sobre a folha de pagamento).

Observações: A contribuição sobre a comercialização da produção rural não substitui a contribuição incidente sobre a remuneração paga ao contribuinte individual, bem como aquela decorrente da contratação de cooperados mediante intermediação de cooperativa de trabalho.
Além das suas contribuições patronais, o produtor rural pessoa jurídica agroindústria, está obrigado a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, a empresa ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, o produtor rural agroindústria, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, o produtor rural agroindústria que contratar transportador autônomo, fica obrigado a descontar do trabalhador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor dos serviços (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
A partir de março/2000, a empresa que tomar serviços de trabalhadores cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho, estará obrigada ao recolhimento de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo, relativamente a estes serviços.
Importante: As agroindústrias por força de Decisão do Supremo Tribunal Federal, contribuíram nos moldes das empresas em geral, ou seja, sobre a remuneração paga aos segurados (incidência sobre a folha de pagamento e não sobre a comercialização da produção rural) até 31/10/01.
Associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS
5%
Receita bruta decorrente de espetáculo esportivo e qualquer forma de patrocínio (esta contribuição substitui os 20% incidente sobre a folha de pagamento dos empregados e avulsos).
SAT

A contribuição acima (5%) também substitui esta contribuição.
Terceiros
Variável
Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados empregados e trabalhadores avulsos.

Observações: A contribuição de 5% sobre a renda bruta de espetáculos desportivos/ patrocínio não substitui a contribuição sobre a remuneração paga ao contribuinte individual. Assim, a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional que remunerar contribuinte individual, estará obrigada à contribuição de 20% sobre este valor.
Além das suas contribuições patronais, a associação desportiva, está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a associação desportiva que contratar transportador autônomo fica obrigada a descontar do trabalhador e recolher ao INSS o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20 % sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
A partir de março/2000, a empresa que tomar serviços de trabalhadores cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho, estará obrigada ao recolhimento de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo relativamente a estes serviços.
Empresas optantes pelo SIMPLES (Lei nº 9.317/96)
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS

As empresas optantes pelo SIMPLES, contribuem de forma substituta, por percentuais variados sobre o faturamento. Esta forma de contribuição substitui os 20% incidentes sobre a folha de pagamento.
SAT

A contribuição acima também substitui a contribuição para o SAT incidente sobre a folha de pagamento.
Terceiros

A contribuição acima desobriga a empresa optante pelo SIMPLES de contribuir para terceiros.

Observações: A substituição atinge também a contribuição incidente sobre a remuneração paga ao contribuinte individual, bem como aquela decorrente da contratação de cooperados mediante intermediação de cooperativa de trabalho.
A empresa optante pelo SIMPLES está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a empresa optante pelo SIMPLES que contratar transportador autônomo fica obrigada a descontar do trabalhador e recolher ao INSS o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
Entidades Beneficentes de Assistência Social em gozo de isenção das cotas patronais.
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS

As entidades filantrópicas que atendam cumulativamente os requisitos exigidos pela lei nº 8.212/91, ficam isentas das contribuições sociais.
SAT

As entidades filantrópicas que atendam cumulativamente os requisitos exigidos pela lei nº 8.212/91, ficam isentas das contribuições sociais.
Terceiros

As entidades filantrópicas que atendam cumulativamente os requisitos exigidos pela lei nº 8.212/91, ficam isentas das contribuições para terceiros.

Observações: A isenção atinge também a contribuição incidente sobre a remuneração paga ao contribuinte individual, bem como aquela decorrente da contratação de cooperados mediante intermediação de cooperativa de trabalho.
A entidade beneficente em gozo de isenção da cota patronal está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a entidade beneficente de assistência social que contratar transportador autônomo, fica obrigada a descontar do trabalhador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
Cooperativas de trabalho em relação aos trabalhadores cooperados.
Contribuição
Alíquota
Base de incidência
FPAS

A contribuição previdenciária sobre a prestação de serviços de contribuintes individuais cooperados é de responsabilidade da empresa tomadora dos serviços (15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo emitida pela cooperativa à empresa).
SAT

Não há contribuição
Terceiros

Não há contribuição

Observação: Em relação aos seus segurados (empregados, avulsos e contribuintes individuais que lhes prestem serviços) a cooperativa contribui normalmente como empresa em geral.
A cooperativa está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
Caso venha adquirir produção rural de produtor pessoa física, ficará sub-rogada na obrigação de descontar e recolher a respectiva contribuição do produtor ao INSS – 2,3% sobre o valor total da comercialização da produção rural.
Da mesma forma, quando se tratar de contratação de serviços mediante cessão de mão-de-obra, a empresa contratante, quando do pagamento da nota fiscal, fatura ou recibo, ficará responsável pela retenção e recolhimento do percentual de 11% sobre o valor total do pagamento (ver título retenção – Cessão de Mão-de-Obra).
Ainda, no que concerne as responsabilidades, a cooperativa que contratar transportador autônomo, fica obrigada a descontar do trabalhador e recolher ao INSS, o percentual de 2,5% incidente sobre o valor da mão de obra, contida no total do frete (20% sobre o valor total do frete), a título de contribuições destinadas a terceiros – SEST e SENAT.
Deduções
Alguns benefícios são pagos pela empresa e posteriormente deduzidos em guia de recolhimento quando do pagamento de suas contribuições sociais.
Salário-família
Benefício previdenciário pago diretamente pela empresa, aos segurados empregados que possuam filhos ou a eles equiparados até 14 anos de idade ou inválidos.
O salário-família é devido ao empregado com remuneração até R$ 429,00 no valor individual de cada cota de R$ 10,31.
O valor pago ao empregado, de conformidade com a legislação previdenciária, deve ser objeto de dedução em GPS, reduzido do valor devido à previdência social no campo 6 da mesma.
Ocorrendo pagamento indevido de salário-família, ou seja, em desacordo com a legislação, e deduzido em GPS, o valor será glosado e deverá ser recolhido ao INSS com os acréscimos legais, sendo este caracterizado como salário-de-contribuição.
A cota do salário-família somente é devida proporcionalmente aos dias trabalhados nos meses de admissão e demissão do empregado.
O trabalhador avulso também tem direito ao salário-família, sendo pago pelo sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra e posteriormente objeto de reembolso mediante convênio com o INSS.
O pagamento do salário-família é condicionado à apresentação:
da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao equiparado ou inválido;
do atestado de vacinação obrigatória para os filhos e equiparados até 6 anos de idade, devendo ser apresentado todo mês de maio; e
da comprovação de freqüência escolar do filho ou equiparado a partir dos 7 anos de idade, devendo ser apresentado nos meses de maio e novembro.
 Salário-maternidade
O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social, durante 120 (cento e vinte) dias, com início entre 28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de ocorrência deste, observadas as situações e condições previstas na legislação no que concerne à proteção à maternidade.
Tendo em vista as alterações introduzidas pela lei nº 9.876/99, a forma de pagamento deste benefício para a segurada empregada fica assim resumida:
para os afastamentos ocorridos até 28 de novembro de 1999 – o pagamento deverá ser feito pela empresa e posteriormente deduzido em GPS quando da quitação das contribuições previdenciárias, e
para os afastamentos ocorridos a partir de 29 de novembro de 1999 – o pagamento será feito diretamente pelo INSS.
O requerimento poderá se feito:
– Nas Agências da Previdência Social, ou
– Pela internet.
Não obstante o INSS ser agora diretamente responsável pelo pagamento do salário-maternidade, o valor correspondente ao benefício continua como base de incidência das contribuições patronais devidas pela empresa.
A mesma lei (9.876/99) estendeu este benefício previdenciário também as seguradas contribuinte individual e facultativa, que passam a partir de 29/11/1999, ter direito ao salário-maternidade pago pelo INSS.
O salário-maternidade consistirá:
para a segurada empregada – em renda mensal igual a sua remuneração integral;
para a empregada doméstica – em valor correspondente ao seu último salário-de-contribuição;
para a trabalhadora avulsa – em renda mensal igual a sua remuneração integral equivalente a um mês de trabalho;
para a segurada especial – em um salário-mínimo; e para as seguradas contribuinte individual e facultativa – em 1/12 avos da soma dos 12 últimos salários-de-contribuição, apurados em período não superior a 15 meses.
Retenção – 11% sobre cessão de mão-de-obra
 A lei nº 9.711 de 20 de novembro de 1998, que passou a vigorar a partir de fevereiro de 1999, introduziu a obrigatoriedade da retenção pela empresa contratante de serviço mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, de 11% (onze por cento) sobre o valor total dos serviços contidos na nota fiscal, fatura ou recibo emitido pelo prestador (contratada).
A contratante deverá recolher a importância retida em nome da empresa contratada no dia 02 do mês subseqüente ao da emissão da nota fiscal, fatura ou recibo, prorrogando-se para o primeiro dia útil seguinte, caso não haja expediente bancário.
O valor destacado como retenção na nota fiscal, fatura ou recibo será compensado pelo estabelecimento da contratada, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento dos segurados empregados e contribuintes individuais.
O valor retido somente será compensado com contribuições destinadas à Seguridade Social arrecadadas pelo INSS, não podendo absorver contribuições destinadas a terceiros (entidades e fundos), as quais deverão ser recolhidas integralmente.
Na impossibilidade de haver compensação total pelo estabelecimento na competência correspondente, o saldo poderá ser compensado em recolhimentos de contribuições posteriores, respeitando-se nesta hipótese, o limite de 30% imposto pela legislação para as compensações normais, ou ser objeto de pedido de restituição.
Cessão de mão-de-obra
O Regulamento da Previdência Social define cessão de mão-de-obra como a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da lei nº 6.019/74.
Enquadram-se como serviços realizados mediante cessão de mão-de-oba:
limpeza, conservação e zeladoria;
vigilância e segurança;
construção civil;
serviços rurais;
digitação e preparação de dados para processamento;
acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos;
cobrança;
coleta e reciclagem de lixo e resíduos;
copa e hotelaria;
corte e ligação de serviços públicos;
distribuição;
treinamento e ensino;
entrega de contas e documentos;
ligação e leitura de medidores;
manutenção de instalações, de máquinas e equipamentos;
montagem;
operação de máquinas, equipamentos e veículos;
operação de pedágios e terminais de transporte;
operação de transporte de cargas e passageiros;
portaria, recepção e ascensorista;
recepção, triagem e movimentação de materiais;
promoção de vendas e eventos;
secretaria e expediente;
saúde; e
telefonia, inclusive telemarketing.
Entende-se por empreitada a execução de tarefa, obra ou serviço, contratualmente estabelecida, relacionada ou não com a atividade fim da empresa contratante, nas suas dependências, nas da contratada ou nas de terceiros, tendo como objeto um fim específico ou resultado pretendido. Enquadram-se:
limpeza, conservação e zeladoria;
vigilância e segurança;
construção civil;
serviços rurais; e
digitação e preparação de dados para processamento.
Na construção civil, aplica-se à empreitada a responsabilidade solidária de que trata o inciso VI, do artigo 30 da Lei nº 8.212/91, somente nos seguintes casos:
I – na contratação de execução de obra por empreitada total; e
II – quando houver o repasse integral do contrato nas mesmas condições pactuadas.
Ainda sim, a contratante, valendo-se da faculdade estabelecida na mesma lei, elidir-se-á da responsabilidade solidária, em relação a estas situações, com a contratada, mediante a retenção e o recolhimento dos 11% incidentes sobre o valor total da nota fiscal, fatura ou recibo.
Deduções da base de cálculo da retenção
A contratada que esteja obrigada a fornecer material ou dispor de equipamentos próprios ou de terceiros indispensáveis à execução do serviço, cujos valores estejam estabelecidos contratualmente, sendo as parcelas correspondentes discriminadas na nota fiscal, fatura ou recibo, os respectivos valores não estarão sujeitos à retenção.
Na hipótese de não constar no contrato os valores referentes a material ou equipamentos, deverão ser discriminadas as respectivas parcelas, não se admitindo que o valor relativo aos serviços seja inferior a 50% do valor bruto.
Sendo a contratada uma cooperativa de trabalho, a base de cálculo de retenção não será inferior a 75% do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo, sendo admitido até 25% como parcela não sujeita à retenção em face das peculiaridades deste tipo de sociedade, observando-se ainda, as disposições anteriores.(Para fatos geradores ocorridos de fevereiro de 1999 a fevereiro de 2000 – período em que as cooperativas estavam sujeitas à retenção)
Dispensa da retenção
A contratante estará dispensada de efetuar a retenção quando:
I – o valor a ser retido por nota fiscal, fatura ou recibo for inferior ao limite mínimo permitido para recolhimento em GPS – hoje de R$ 29,00.
II – o valor do serviço contido na nota fiscal, fatura ou recibo for inferior a duas vezes o limite máximo do salário de contribuição – hoje de R$ 2.860,00 e cumulativamente:
o serviço tiver sido prestado pessoalmente pelo titular ou sócio da empresa contratada;
o faturamento da contratada no mês imediatamente anterior for igual ou inferior a duas vezes o limite máximo do salário-de-contribuição (R$ 2.860,00); e
a contratada não tiver empregado.
III – na contratação dos serviços caracterizados como cessão de mão-de-obra houver serviços profissionais relativos ao exercício de profissão regulamentada por legislação federal, desde que prestados pessoalmente pelos sócios ou cooperados, nas sociedades civis ou cooperativas de trabalho, respectivamente, devendo esse fato constar da própria nota fiscal, fatura ou recibo ou em documento apartado.
Empresa contratada optante pelo SIMPLES
As empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES estão sujeitas à retenção no período de fevereiro a dezembro de 1999, ficando a partir de então excluídas dos dispositivos previstos pela lei nº 9.711/98 (IN nº 08 de 21.01.2000).
Cooperativa de trabalho
As cooperativas de trabalho estão sujeitas à retenção em decorrência de contrato de prestação de serviços com pessoas jurídicas, no período de fevereiro de 1999 a fevereiro de 2000. A partir de março de 2000 passa a vigorar a lei nº 9.876/99 que altera a forma de contribuição sobre esta prestação específica, ou seja, a empresa contratante deverá a seu cargo, contribuir com 15% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo emitida pela cooperativa, relativamente aos serviços prestados por cooperados. (Permitida também a dedução de valores correspondentes a material e/ou equipamentos)
Presunção da retenção
A retenção sempre se presumirá feita pela contratante, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pelas importâncias que deixar de reter ou tiver retido em desacordo com a legislação.
Ainda que a atividade principal da contratada não seja, especificamente, de execução de serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, a sua contratação nessa forma estará sujeita à retenção.
Importante: A contratada deverá elaborar folha de pagamento e GFIP distintas para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço.
Legislação Específica: Ordem de Serviço INSS/DAF Nº 209 de 20/05/1999.
Responsabilidade solidária
O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou o condômino de unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão de mão-de-obra, são solidários com o construtor, e este e aqueles com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social.
Ressalva-se o direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admite-se a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando em qualquer hipótese, o benefício de ordem.
Aplica-se a responsabilidade solidária nos seguintes casos:
Na contratação de execução de obra por empreitada total, e
Quando houver repasse integral do contrato nas mesmas condições pactuadas, hipótese em que a responsabilidade solidária será aplicada a todas as empresas envolvidas.
Entretanto, a empresa contratante, valendo-se da faculdade estabelecida no artigo 30 da lei nº 8.212/91, poderá elidir-se da responsabilidade solidária, mediante a retenção e o recolhimento do percentual de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo.
Excluem-se da responsabilidade solidária as demais formas de contratação de empreitada de obra de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, aplicando-se o instituto da retenção.
Excluem-se da responsabilidade solidária as contribuições destinadas a terceiros (entidades e fundos) arrecadadas e cobradas pelo INSS.
Elisão da responsabilidade solidária
A responsabilidade solidária será elidida:
Com a comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal, fatura ou recibo correspondente aos serviços executados, corroborada quando for o caso, por escrituração contábil; e
Com a comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, aferidas por arbitramento nos termos, forma e percentuais previstos na legislação previdenciária.
Quando da quitação da nota fiscal, fatura ou recibo, o contratante deverá exigir da empresa construtora os documentos abaixo, elaborados especificamente para cada obra de construção civil:
cópia da GPS recolhida na matrícula da obra;
cópia da folha de pagamento, até a competência 12/98;
cópia da GFIP com comprovante de entrega, a partir de 01/99; e
declaração de que possui escrituração contábil firmada pelo contador e responsável pela empresa e que os valores ora apresentados encontram-se devidamente contabilizados.
Administração Pública
A Administração Pública Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal, direta, autárquica e fundacional responde solidariamente com o contratado, nos casos de empreitada total e repasse integral do contrato nas mesmas condições pactuadas, pelas contribuições sociais incidentes sobre a remuneração dos segurados, exceto as destinadas para os terceiros e a multa moratória.
Não há responsabilidade solidária da Administração Pública nos seguintes períodos:
De 25/11/86 a 24/07/91, e
De 22/06/93 a 28/04/95.
Entidade Beneficente – Filantrópica
A entidade beneficente de assistência social que estiver usufruindo da isenção total das contribuições a cargo da empresa, nos casos de contrato de empreitada total e repasse integral do contrato nas mesmas condições pactuadas, responde solidariamente com a empresa construtora pelo pagamento da contribuição do segurado empregado e dos acréscimos legais.
Legislação Específica
– Ordem de Serviço INSS/DAF Nº 209 de 20/05/1999.
– Instrução Normativa Nº 18 de 11/05/2000.
Compensação
Compensação é a previsão legal que permite aos contribuintes deduzirem em Guia da Previdência Social, valores pagos ou recolhidos indevidamente.
A compensação é efetuada diretamente no campo 6 da GPS, obedecidas as condições e limites impostos pela legislação previdenciária.
A compensação, independentemente da data do recolhimento, não pode ser superior a 30% do valor a ser recolhido em cada competência, devendo o saldo remanescente em favor do contribuinte ser compensado nas competências subseqüentes.
Operação para cálculo do limite máximo de compensação
Contribuições descontadas dos segurados
+
Contribuições da empresa (inclusive SAT)
(-)
Deduções (Sal. Família e Sal. Maternidade ocorrido até 28/11/99)
=
Valor a recolher à Previdência Social
X
30% (limite legal)
=
Valor a ser compensado (limite máximo)

Condições para compensação
A compensação somente pode ser efetuada obedecendo as seguintes condições:
contemplar exclusivamente contribuições sociais arrecadadas pelo INSS;
estar em dia com as contribuições normais, inclusive as decorrentes de parcelamento;
em GPS correspondente ao estabelecimento em que se efetuou o recolhimento indevido.
As empresas que efetuarem compensações de valores referentes à competências posteriores a 12/98 deverão proceder à entrega dos formulários retificadores de GFIP, quando for o caso:
RDE (Retificação de Dados do Empregador) e
RRD (Retificação de Remuneração e Devolução de FGTS).
Atualização monetária
Na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, a contribuição será atualizada monetariamente nos períodos em que a legislação assim determinar, a contar da data do pagamento ou recolhimento indevido até a da efetiva compensação, utilizando-se os mesmos critérios aplicáveis à cobrança da própria contribuição em atraso, na forma da legislação de regência.
Prescrição
O direito de realizar compensação de contribuições extingue-se em 5 anos, contados da data:
Do pagamento ou recolhimento indevido, ou
Em que se tornar definitiva decisão administrativa ou passar em julgado a sentença judicial que tenha reformado, anulado ou revogado a decisão condenatória.
Para a compensação de valores pagos ou recolhidos indevidamente decorrentes de descontos (contribuições de empregados, sub-rogações ou retenções previstas na legislação previdenciária), somente será admitida mediante documentos que provem a empresa ter assumido o respectivo encargo, ou no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado à compensá-lo.
Tais documentos devem ser mantidos à disposição da fiscalização pelo prazo de 10 anos, sob pena de glosa dos valores compensados.
Restituição
Restituição é o processo pelo qual o contribuinte requer devolução de valores pagos ou recolhidos indevidamente ao INSS.
Pedido
O pedido de restituição será admitido obedecendo as seguintes condições:
Contemplar exclusivamente contribuições sociais arrecadadas pelo INSS;
Estar em dia com as contribuições normais, inclusive as decorrentes de parcelamento.
A restituição de contribuição ou de outra importância recolhida indevidamente, que comporte, por sua natureza, a transferência de encargo financeiro, somente será feita àquele que provar ter assumido esse encargo ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
Atualização e acréscimos
Na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, a contribuição será atualizada monetariamente, nos períodos em que a legislação determinar, a contar da data do pagamento até a efetiva restituição, utilizando-se os mesmos critérios aplicáveis à cobrança da própria contribuição em atraso.
A partir de 01/01/96, a restituição é acrescida de juros equivalentes à SELIC, acumulada mensalmente até o mês anterior ao da restituição e de 1% no mês em que estiver sendo efetuada.
Restituição de contribuições para terceiros (Sesc, Sesi, DPC, etc.)
No caso de restituição para terceiros, vinculada à restituição de contribuições previdenciárias, será o pedido recebido e decidido pelo INSS, que providenciará a restituição, descontando-a obrigatoriamente do valor do repasse financeiro à respectiva entidade.
O pedido de restituição que envolver somente importâncias relativas a terceiros será formulado diretamente à entidade, cabendo ao INSS prestar as informações e/ou realizar diligências.
Documentos exigidos para restituição
O contribuinte deve comparecer à agência da Previdência Social com a documentação solicitada para os pedidos específicos:
Restituição de empresas em geral
Restituição de entidades beneficentes em gozo de isenção
Restituição de Federação, Confederação e clube de futebol
Restituição referente a produto rural
Prescrição
O direito de pleitear restituição de contribuições extingue-se em 5 anos, contados da data:
Do pagamento ou recolhimento indevido, ou
Em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a sentença judicial que tenha reformado, anulado ou revogado a decisão condenatória.
Recurso
Da decisão sobre o pedido de restituição cabe recurso ao CRPS – Conselho de Recursos da Previdência Social.
Reembolso
 É a devolução de valores resultantes de saldo credor junto ao INSS, decorrentes da dedução de valores pagos a título de salário-família e salário-maternidade (afastamentos ocorridos até 28/11/99) das contribuições mensais da empresa.
A empresa deve solicitar o reembolso junto às agências da Previdência Social mediante a apresentação da documentação correspondente quando da quitação da GPS negativa.
Impedimento para reembolso
Situações que impedem o pagamento do reembolso:
Dívida administrativa (não contestada integral e tempestivamente) ou judicial, sem depósito total, na forma de ato próprio em nome da empresa;
Falha no conta corrente dos recolhimentos ao INSS;
Existência de ACAL (Aviso de Cobrança de Acréscimos Legais); e
Inadimplência no parcelamento.
As deduções não realizadas em época própria podem ser objeto de reembolso, desde que devidamente comprovadas, respeitado o prazo prescricional de 5 anos, contados do dia de vencimento do mês em que a dedução deixou de ser efetuada até a data do efetivo protocolo do pedido.
Aos valores de reembolso aplicam-se os mesmos dispositivos de atualização monetária e juros das contribuições restituídas ou compensadas.
Fica facultada à empresa que não efetuou a dedução de direito, optar pelo pedido de restituição.
É vedado o reembolso de valor inferior a R$ 29,00 (valor mínimo para recolhimento) , devendo o contribuinte proceder o acúmulo de valores de reembolsos até aquele montante.
Guia da Previdência Social – GPS
Portaria nº 375 de 24 de janeiro/2001, cria a GPS eletrônica, devendo excepcionalmente ser utilizada a meio papel até 30 de novembro de 2001.

 GPS Eletrônica
A partir do mês 03/2001 , as contribuições sociais arrecadadas pelo Instituto Nacional do seguro Social, serão efetuadas exclusivamente mediante débito em conta comandado por meio da rede Internet ou por aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos bancos. Excepcionalmente, até 30 de novembro de 2001, os pagamentos das contribuições previdenciárias poderão ser efetuados em GPS meio papel, em guichê de caixa.
No pagamento feito por meio eletrônico, os seguintes campos obrigatórios serão digitados pelo próprio contribuinte, que deverá observar:
Campo 3 – Código de pagamento:
De acordo com a atividade da empresa.
(consultar tabela de código de pagamento)
Código
Descrição
1007
Contribuinte Individual – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1104
Contribuinte Individual – Recolhimento Trimestral NIT/PIS/PASEP
1120
Contribuinte Individual – Recolhimento Mensal – Com dedução de 45 % (Lei n.º 9.876/99) – NIT/PIS/PASEP
1147
Contribuinte Individual – Recolhimento Trimestral – Com dedução de 45 % (Lei n.º 9.876/99) – NIT/PIS/PASEP
1201
GRC Contribuinte Individual – DEBCAD (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
1406
Segurado Facultativo – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1457
Segurado Facultativo – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1503
Segurado Especial – Recolhimento Mensal NIT/PIS/PASEP
1554
Segurado Especial – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1600
Empregado Doméstico – Recolhimento Mensal – NIT/PIS/PASEP
1651
Empregado Doméstico – Recolhimento Trimestral – NIT/PIS/PASEP
1708
Reclamatória Trabalhista – NIT/PIS/PASEP
2003
Empresas Optantes pelo Simples CNPJ
2100
Empresas em Geral CNPJ
2119
Empresas em Geral CNPJ – Recolhimento exclusivo para Outras Entidades (SESC, SESI, SENAI, etc.)
2208
Empresas em Geral CEI
2216
Empresas em Geral CEI – Recolhimento exclusivo para Outras Entidades (SESC, SESI, SENAI, etc.)
2305
Entidades Filantrópicas com Isenção Total ou Parcial CNPJ
2321
Entidades Filantrópicas com Isenção Total ou Parcial CEI
2402
Órgãos do Poder Público CNPJ
2429
Órgãos do Poder Público CEI
2437
Órgãos do Poder Público – CNPJ Recolhimento sobre aquisição de produto rural do Produtor Rural Pessoa Física
2445
Órgão do poder público – CNPJ – Recolhimento sobre contratação de Transportador Rodoviário Autônomo.
2500
Recolhimento sobre a Receita Bruta de Espetáculos Desportivos e Contratos de Patrocínio CNPJ
2607
Recolhimento sobre a Comercialização de Produto Rural CNPJ
2615
Recolhimento sobre a Comercialização de Produto Rural – CNPJ- exclusivo para Outras Entidades (SENAR)
2631
Contribuição retida sobre a NF/Fatura da Empresa Prestadora de Serviço CNPJ
2640
Contribuição retida sobre NF/Fatura da Prestadora de Serviço – CNPJ (Uso exclusivo do Órgão do Poder Público – Administração direta, Autarquia e Fundação Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, contratante do serviço).
2658
Contribuição retida sobre a NF/Fatura da Empresa Prestadora de Serviço CEI
2682
Contribuição retida sobre NF/Fatura da Prestadora de Serviço – CEI (Uso exclusivo do Órgão do Poder Público – Administração Direta, Autarquia e Fundação Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, contratante do serviço)
2704
Recolhimento sobre a Comercialização de Produto Rural CEI
2712
Recolhimento sobre a Comercialização de Produto Rural CEI – exclusivo para Outras Entidades (SENAR)
2801
Reclamatória Trabalhista CEI
2810
Reclamatória Trabalhista CEI Recolhimento exclusivo para Outras Entidades (SESC, SESI, SENAI, etc.)
2909
Reclamatória Trabalhista CNPJ
2917
Reclamatória Trabalhista – CNPJ Recolhimento exclusivo para Outras Entidades (SESC, SESI, SENAI, etc.)
3000
ACAL CNPJ
3107
ACAL CEI
3204
GRC Contribuição de Empresa Normal DEBCAD (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
4006
Pagamento de Débito DEBCAD (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
4103
Pagamento de Débito CNPJ (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
4200
Pagamento de Débito Administrativo Número do Título de Cobrança (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
4308
Pagamento de Parcelamento Administrativo Número do Título de Cobrança (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
4316
Pagamento de Parcelamento de Clube de Futebol – CNPJ – (5% da receita bruta destinada ao clube de futebol) – Art. 2º da lei nº 8.641/93.
6009
Pagamento de Dívida Ativa Débito Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
6106
Pagamento de Dívida Ativa Parcelamento Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
6203
Recebimento de Crédito ou de Dívida Ativa – Ação Judicial Referência
6300
Pagamento de Dívida Ativa, Cobrança Amigável Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
6408
Conversão em Receita de Depósito Judicial casos anteriores à Lei n° 9.703/98 CNPJ
6432
Conversão em Receita de Depósito Judicial casos anteriores à Lei n° 9.703/98 CEI
6440
Conversão em Receita de Depósito Judicial casos anteriores à Lei No 9.703 -98 DEBCAD
6459
Conversão em Receita de Depósito Judicial casos anteriores à Lei No 9.703 -98 NB
6467
Conversão em Receita de Depósito Judicial casos anteriores à Lei No 9.703 -98 NIT/PIS/PASEP
8001
Financiamento Imobiliário Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8109
Aluguéis Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8133
Condomínio a Título de Reembolso Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8141
Parcelamento de Financiamento Imobiliário Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8150
Parcelamento de Aluguéis Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8168
Taxa de Ocupação – Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8176
Impostos e Taxas a Título de Reembolso Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8206
Alienação de Bens Imóveis Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
8257
Alienação de Bens Móveis Referência (Preenchimento exclusivo pelo INSS)
9008
Devolução de Benefício NB (Preenchimento exclusivo pelo INSS)

Observação: Os códigos de pagamento da série 4000, podem também ser recolhidos por intermédio da GPS em meio papel.
Campo 4 – Competência:
O mês (dois algarismos) e o ano (quatro algarismos).
Campo 5 – Identificador: O número do CNPJ/CEI
Campo 6 – Valor do INSS:
Registrar o valor da contribuição a ser recolhida: parte descontada do empregado, parte da empresa e Riscos Ambientais do Trabalho, subtraindo-se o valor a ser compensado em decorrência de recolhimento indevido e as deduções relativas aos valores pagos a título de salário-família aos empregados e retenções.
Campo 9 – Valor de outras entidades:
Registrar o valor da contribuição a ser recolhida para outras entidades de acordo com os percentuais da época
Campo 10 – Atualização Monetária/Multa/Juros:
Em caso de recolhimento fora do prazo de vencimento.
Campo 11 – Total:
Registrar o somatório dos campos 6, 9 e 10.

Até 30 de junho de 2001, data limite para o recebimento em GPS meio papel, poderá ser utilizado o modelo abaixo:
A Guia da Previdência Social – GPS é o documento hábil para o recolhimento das contribuições sociais de todos os contribuintes da Previdência Social.
Trata-se de documento simplificado instituído pela Resolução INSS/PR nº 657 de 17/12/98 utilizável obrigatoriamente desde 23/07/99.
Modelo da GPS

GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – GPS
3. CÓDIGO DE     PAGAMENTO

4. COMPETÊNCIA

5. IDENTIFICADOR

1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO:
6. VALOR DO INSS

7.

8.

2.VENCIMENTO

(Uso exclusivo INSS)
9.VALOR DE OUTRAS ENTIDADES

ATENÇÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subseqüentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado
10. ATM/MULTA E       JUROS

11. TOTAL

12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA

Instruções para preenchimento no verso.

Informações básicas:
CAMPO 1 – Nome ou Razão Social, Fone e Endereço
Dados para identificação do contribuinte.
CAMPO 3 – Código de pagamento
Relação de Códigos de Pagamento
CAMPO 4 – Competência
Informação no formato MM/AAAA da competência objeto do recolhimento.
CAMPO 5 – Identificador
Número do CNPJ, CEI, NIT ou PIS do contribuinte.
CAMPO 6 – Valor do INSS
Valor devido ao INSS pelo contribuinte.
Observação: No caso de empresas, já considerados;
os valores de salário-família e salário-maternidade ocorrido até 28/11/99;
os valores de compensação (obedecidos os limites e condições da legislação);
os valores de retenção, para as empresas cedentes de mão-de-obra.
Observação: No caso de contribuintes individuais, já considerados:
os valores de eventuais compensações; e
os valores de deduções (45% da contribuição da empresa, limitado a 9% do próprio salário-de-contribuição).
CAMPO 9 – Valor de Outras Entidades
Valor de contribuições devidas a fundos e entidades – terceiros, pelo contribuinte, quando for o caso (Sesc, Sesi, Senar, Sebrae, DPC, INCRA, etc.). A contribuição é determinada pelo correto enquadramento no código FPAS.
CAMPO 10 – Atualização Monetária, Multa e Juros
Valor devido a título de atualização monetária e acréscimos legais, quando for o caso, sobre recolhimentos em atraso.
CAMPO 11 – Total
Valor total a recolher ao INSS.
Preenchimento
A GPS deve ser preenchida em duas vias com a seguinte destinação:
A primeira via, destinada à guarda e comprovação do recolhimento junto ao INSS, pelo prazo decadencial de 10 anos; e
A segunda via, destinada ao controle do agente arrecadador.
No pagamento feito através de débito em conta, comandado por meio da rede Internet ou por aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos bancos, o próprio contribuinte fará a digitação dos campos obrigatórios, sendo gerado comprovante de recolhimento com layout estabelecido pelos bancos, que conterá as seguintes informações:
Campo 3 – Código de pagamento
Campo 4 -Competência
Campo 5- Identificador
Campo 6 – Valor do INSS
Campo 7- Valor de outras Entidades
Campo 10 -At. Mon/Multa e Juros
Campo 11 – total
Campo 12 – Autenticação bancária
Observação: Para comprovar o exercício de atividade remunerada, com vistas à concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições.
Prazos
Os prazos para recolhimento das contribuições previdenciárias em GPS são:
No dia 02 do mês seguinte àquele a que se referirem as remunerações, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário, para as contribuições das empresas em geral;
No dia 15 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário, para os contribuintes individuais, facultativos e domésticos;
Até o dia 20 de dezembro, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário, para as contribuições incidentes sobre o 13º salário, inclusive domésticos, exceto nos casos de rescisão de contrato de trabalho, em que se aplica a regra geral do dia 02 do mês subseqüente;
Até o 2º dia útil, para as contribuições decorrentes de espetáculos de que participem associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, efetuadas pela entidade promotora do espetáculo.
Observação: Todas as demais situações se enquadram no prazo estabelecido para o dia 02 do mês subseqüente (Ex.: retenção dos 11% sobre cessão de mão-de-obra, comercialização da produção rural, desconto de transportador autônomo, recolhimentos sobre reclamatórias trabalhistas, entre outras).
GPS negativa
Sempre que os valores das deduções (Salário-família e Salário-maternidade, este ocorrido até 28/11/99) e eventuais compensações forem superiores ao valor da contribuição patronal (Empresa e Terceiros), o valor da GPS será negativo, ou seja, haverá saldo credor que determinará o direito de reembolso ou compensação ao contribuinte.
GPS – Retenção
Ocorrendo a retenção de 11% sobre o valor da nota fiscal, fatura ou recibo sobre os serviços com cessão de mão-de-obra, a empresa contratante estará obrigada ao recolhimento da respectiva retenção em GPS, com o seguinte procedimento:
Nome ou razão social – A GPS deverá consignar o nome da empresa contratada (retida);
Identificador – O CNPJ ou CEI da empresa contratada (retida);
Demais dados – conforme orientações gerais de preenchimento.
GPS – Valor inferior a R$ 29,00
A Resolução INSS/DC nº 39 de 23/11/00, determinou o valor mínimo de R$ 29,00 (vinte e nove reais) para recolhimento de contribuições previdenciárias junto à rede arrecadadora, à partir de 1º de dezembro de 2000.
A empresa ou contribuinte que eventualmente possuir recolhimento inferior a R$ 29,00 deverá acumular este valor com os próximos futuros até que a soma atinja este mínimo, para então proceder ao recolhimento, utilizando a última competência como base de informação no campo 4 da GPS.
GPS – Obras de Construção Civil
Quando se tratar de recolhimento específico de obra de construção civil de responsabilidade direta de empresa construtora registrada no CREA, identificada por matrícula CEI /7 (controle barra sete, quando se tratar de pessoa jurídica), o preenchimento da GPS deve observar:
Campo 1 – Razão social da empresa construtora, fone e endereço;
Campo 3 – Código de pagamento 2208 ou 2216;
Campo 5 – Matrícula CEI da obra;
Campo 6 – Contribuições dos segurados (+) empresa (-) deduções (-) retenções (se houver);
Campo 9 – Contribuições para terceiros; e
Os demais campos seguem as orientações gerais de preenchimento.
Quando se tratar de recolhimento específico de obra de construção civil mediante empreitada ou subempreitada, o preenchimento da GPS deve observar:
Em relação à folha de salários, pela contratada
Campo 1 – Razão social da empresa contratada, fone e endereço;
Campo 3 – Código de pagamento 2100 ou 2119, conforme o caso;
Campo 5 – CNPJ do estabelecimento da empresa contratada;
Campo 6 – Contribuições dos segurados (+) empresa, inclusive as decorrentes de contribuintes individuais (-) deduções (-) soma das retenções ocorridas;
Campo 9 – Contribuições para terceiros; e
Os demais campos seguem as orientações gerais de preenchimento.
Em relação à retenção, pela contratante:
Campo 1 – Razão social da empresa contratada seguida da razão social da empresa contratante;
Campo 3 – Código de pagamento 2631 ou 2658, para empresas contratantes em geral e 2640 ou 2682 no caso de empresa contratante ser órgão público, conforme o caso;
Campo 4 – Consignar como competência o mês e o ano da emissão da nota fiscal, fatura ou recibo;
Campo 5 – CNPJ ou CEI da empresa cedente da mão-de-obra;
Campo 6 – Valor da retenção (11% sobre os serviços);
Campo 9 – Não preencher (Não há contribuição); e
Os demais campos seguem as orientações gerais de preenchimento.
Quando se tratar de recolhimento específico de obra de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica não construtora, também identificada por matrícula CEI /7 (controle barra sete, quando se tratar de pessoa jurídica), o preenchimento da GPS deve observar:
Campo 1 – Razão social da empresa responsável pela obra, fone e endereço;
Campo 3 – Código de pagamento 2208, 2216, 2321 ou 2429, conforme o caso;
Campo 5 – Matrícula CEI da obra a que se refere o recolhimento;
Campo 6 – Contribuições dos segurados (+) empresa (-) deduções;
Campo 9 – Contribuições para terceiros, e
Os demais campos seguem as orientações gerais de preenchimento.
Quando se tratar de recolhimento específico de obra de construção civil de responsabilidade de pessoa física, identificada por matrícula CEI /6 (controle barra seis, quando se tratar de pessoa física), o preenchimento da GPS deve observar:
Campo 1 – Nome do Contribuinte responsável pela obra, fone e endereço;
Campo 3 – Código de pagamento 2208;
Campo 5 – Matrícula CEI da obra;
Campo 6 – Contribuições dos segurados (+) empresa (-) deduções;
Campo 9 – Contribuições para terceiros; e
Os demais campos seguem as orientações gerais de preenchimento.
GFIP
A lei nº 9.528/97 introduziu a obrigatoriedade de apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP.
Desde a competência janeiro de 1999, todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do FGTS, conforme estabelece a lei nº 8.036/90 e legislação posterior, bem como às contribuições e/ou informações à Previdência Social, conforme disposto nas leis nº 8.212/91 e 8.213/91 e legislação posterior, estão obrigadas ao cumprimento desta obrigação.
Deverão ser informados os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores e valor a ser recolhido ao FGTS.
A empresa está obrigada à entrega da GFIP ainda que não haja recolhimento para o FGTS, caso em que esta GFIP será declaratória, contendo todas as informações cadastrais e financeiras de interesse da Previdência Social.
Em alguns casos de rescisão de contrato de trabalho, será exigida a entrega de documento individual:
Até 27 de setembro de 2001 – GRFP – Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e Informações à Previdência Social;
A partir de 28 de setembro de 2001 – GRFC – Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e da Contribuição Social.
Entrega
A GFIP deverá ser entregue/recolhida até o dia 7 do mês seguinte àquele em que a remuneração foi paga, creditada ou se tornou devida ao trabalhador e/ou tenha ocorrido outro fato gerador de contribuição à Previdência Social. Caso não haja expediente bancário no dia 7, a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente bancário imediatamente anterior.
Orientações para preenchimento
As orientações para o correto preenchimento da GFIP – meio magnético (SEFIP) e demais informações sobre o assunto estão minuciosamente detalhadas no Manual de Orientações e Preenchimento disponível nos "sites" da CAIXA e da Previdência Social.
Meios de recolhimento e/ou declaração
Formulários papel:
GFIP referente recolhimento recursal – Código 418
GFIP referente empregado doméstico – Opcional
GRFP – Rescisórias (até 27 de setembro de 2001)
GRFC– Rescisórias (a partir de 28 de setembro de 2001)
Retificadoras
Meio Magnético – SEFIP:
Todas as demais situações.
Desobrigados de entregar a GFIP
Estão desobrigados de entregar a GFIP:
O contribuinte individual sem segurado que lhe preste serviço;
O segurado especial;
Os órgãos públicos em relação aos servidores estatutários filiados a regime próprio de previdência social; e
O empregador doméstico que não recolher o FGTS para o empregado doméstico.
Como recolher e informar
Deverão ser entregues GFIP distintas por:
competência;
código de recolhimento;
estabelecimento;
tomador de serviço;
obra de construção civil; e
empresa de origem do dirigente sindical.
Penalidades
Deixar de apresentar a GFIP, apresentá-la com dados não correspondentes aos fatos geradores, bem como apresentá-la com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores, sujeitarão os responsáveis às multas previstas na lei nº 8.212/91 e alterações posteriores, e às sanções previstas na lei nº 8.036/90.
Nos casos acima, a correção da falta, antes de qualquer procedimento administrativo ou fiscal por parte do INSS, caracteriza a denúncia espontânea, afastando a aplicação das penalidades previstas.
O pagamento da multa pela ausência de entrega da GFIP não supre a falta deste documento, permanecendo o impedimento para obtenção de Certidão Negativa de Débito – CND.
GRFP – Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e Informações à Previdência Social (até 27/09/01)
É o documento destinado ao recolhimento do FGTS, assim como a prestação de informações à Previdência Social, nos casos de:
Dispensa sem justa causa, inclusive a indireta;
Dispensa por culpa recíproca;
Dispensa por força maior;
Extinção normal do contrato a termo, inclusive a do trabalhador temporário (lei nº 6.019/74); e
Resilição do contrato firmado nos termos da lei nº 9.601/98.
Os recolhimentos rescisórios devem ser efetuados nos seguintes prazos:
Até o primeiro dia útil subseqüente à data do efetivo desligamento do trabalhador, quando o aviso prévio for cumprido, ou na extinção normal do contrato por prazo determinado; ou
Até o décimo dia corrido, contado daquele imediatamente posterior à data do efetivo desligamento do trabalhador, quando da ausência de aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa do seu cumprimento, ou rescisão antecipada do contrato por prazo determinado, inclusive o do trabalhador temporário, ou na resilição do contrato firmado nos termos da lei nº 9.601/98.
GRFC– Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e da Contribuição Social (após 28/09/01).
É documento destinado ao recolhimento para o FGTS e da Contribuição Social, nos casos de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta, por culpa recíproca, por força maior e na resilição do contrato firmado nos termos da Lei n.º 9.601/98. (Ver anexo 2 do Título VIII).
Atenção: As informações prestadas em GRFC devem ser incluídas em GFIP.
Eventuais recolhimentos de FGTS relativos à rescisões anteriores a 28 de setembro de 2001, deverão ser efetuados por intermédios de GRFC. Em virtude da utilização deste novo documento para situações anteriores, as informações não prestadas em época própria deverão ser objeto de GFIP complementar declaratória.
Remunerações e recolhimentos ao FGTS referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior, quando estes não tiverem sido recolhidos na GFIP do mês correspondente, o aviso prévio indenizado, o saldo para fins rescisórios, o valor da multa rescisória e o recolhimento da Contribuição Social, referentes à rescisão.
A GRFC será utilizada para os recolhimentos rescisórios do FGTS e da Contribuição Social, para trabalhadores com data de movimentação a partir de 28/09/2001, inclusive.
Deverá ser preenchida uma GRFC para cada rescisão de contrato de trabalho.
O empregador poderá adotar uma das formas abaixo para efetuar os recolhimentos rescisórios:
GRFC Pré-emitida
É emitida pela CAIXA, contendo os dados necessários para a identificação do empregador e do trabalhador no cadastro do FGTS, bem como o saldo da conta vinculada para fins de cálculo da multa rescisória.
Para sua obtenção, o empregador deverá dirigir-se a uma agência da CAIXA ou de banco conveniado, onde não houver agência daquela, munido de solicitação formal, na qual constem dados de identificação do empregador e do trabalhador, conforme estabelecido em Circular da Caixa.
O fornecimento da GRFC pré-emitida dar-se-á em até 5 dias úteis, contados a partir do dia seguinte à data do protocolo da solicitação.
A GRFC pré-emitida será fornecida em uma via, ficando a cargo do empregador/contribuinte a sua fiel reprodução para compor um jogo de 3 vias, necessário à efetivação do recolhimento.
A pré-emissão da GRFC, todavia, não caracteriza ato de obrigatoriedade legal à efetivação do recolhimento por esta forma, constituindo-se em mera liberalidade da CAIXA, na qualidade de agente operador do FGTS.
GRFC adquirida no comércio
Preenchida quando o empregador/contribuinte não utilizar a GRFC pré-emitida.
A GRFC deverá ser entregue em agência bancária conveniada, de livre escolha do empregador/contribuinte, sendo que a sua recepção está condicionada ao preenchimento dos dados de identificação do empregador/contribuinte e do trabalhador.
O vencimento da GRFC dar-se-á conforme o seguinte quadro:
Situação
Recolhimento
Prazo de Recolhimento
1. Aviso prévio trabalhado
2. Força maior
Mês anterior
1º dia útil subseqüente à data do efetivo desligamento, desde que seja igual ou anterior ao dia 07 do mês da rescisão

Mês da rescisão
1º dia útil subseqüente à data do efetivo desligamento

Multa rescisória
1º dia útil subseqüente à data do efetivo desligamento

 
Situação
Recolhimento
Prazo de Recolhimento
1. Rescisão antecipada do contrato de trabalho por prazo determinado (inclusive os firmados nos termos das Leis 6.019/74 e 9.601/98)
Mês anterior
Até o dia 7 do mês da rescisão

Mês da rescisão
10º dia corrido a contar do dia imediatamente posterior ao desligamento. Quando o 10º dia corrido for posterior ao dia 7 do mês subseqüente o vencimento ocorre no mencionado dia 7
2. Aviso prévio indenizado
3. Despedida indireta
4. Culpa recíproca
Aviso Prévio Indenizado
10º dia corrido a contar do dia imediatamente posterior ao desligamento. Quando o 10º dia corrido for posterior ao dia 7 do mês subseqüente o vencimento ocorre no mencionado dia 7

Multa rescisória
10º dia corrido a contar do dia imediatamente posterior ao desligamento

Retificações
A retificação dos dados informados incorretamente ou a inclusão (com exceção da remuneração) de eventuais dados não informados na GFIP ou GRFP deverá ser feita por meio dos formulários:
Retificação de Dados do Empregador – RDE (modelo 2);
Retificação de Dados do Trabalhador – RDT (modelo 2); e
Retificação de Remuneração e Devolução do FGTS – RRD (modelo 2).
Estes formulários retificadores (modelo 2) podem ser adquiridos nas agências da CAIXA ou na Internet, nos endereços da CAIXA – www.caixa.gov.br ou da Previdência Social.
Os formulários de retificação não permitem:
a inclusão de novos trabalhadores ou de trabalhadores omitidos na GFIP, caso em que deverá ser preenchida GFIP complementar com as informações relativas a esses trabalhadores; e
informações sobre remuneração a menor, que deverão ser objeto de declaração/recolhimento complementar, através de nova GFIP ou GRFP.
Os formulários de retificação deverão ser entregues nas agências da CAIXA ou em agência bancária conveniada nas localidades em que não houver agência da CAIXA, tendo sua recepção condicionada ao preenchimento correto dos campos e à apresentação de documentos que comprovem a veracidade das informações retificadas.
Os "sites" da CAIXA e da Previdência Social disponibilizam diversas informações e produtos
Acréscimos Legais
As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a Atualização Monetária, Juros de mora e Multa.
Atualização Monetária
É a recomposição do valor da contribuição devida à época, em valor atualizado quando do seu recolhimento. Para a legislação previdenciária, a atualização monetária é exigida para débitos relativos à competências até dezembro de 1994 (inclusive).
O cálculo da atualização monetária é feito multiplicando-se o valor originário da contribuição pelo índice da tabela de atualização. O coeficiente encontrado deve ser multiplicado pelo valor da UFIR (Unidade Fiscal de Referência) da data do efetivo pagamento.
No campo 10 da GPS (atualização monetária, multa e juros) deve ser registrado o valor da atualização monetária, ou seja, o valor atualizado deduzido do valor originário.
Os índices de atualização monetária constam da tabela divulgada mensalmente pelo INSS.
Juros de mora
Sobre as contribuições previdenciárias pagas após o vencimento, incidirão juros, de caráter irrelevável, incidentes sobre o valor atualizado, equivalentes a:
1% no mês de vencimento;
Taxa referencial do SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) nos meses intermediários; e
1% no mês de pagamento.
Os índices de juros constam da tabela prática de acréscimos legais divulgada mensalmente pelo INSS.
Multa
A falta de recolhimento das contribuições urbanas e rurais devidas ao INSS acarreta multa variável, de caráter irrelevável, correspondente aquela vigente à época de ocorrência, sobre o valor atualizado monetariamente até a data do efetivo recolhimento.
Os percentuais de multa, de acordo com a época de vigência, encontram-se disponíveis neste site.
Atualmente os percentuais de multa para as contribuições decorrentes de fatos geradores ocorridos a partir de 28/11/1999, são:
Situações
Período de 01/04/97 a 27/11/99
A partir de 28/11/99
a) para pagamento após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento:
dentro do mês de vencimento da obrigação;
no mês seguinte;
a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação.

4%
7%

10%
 
 
8%
14%

20%
b) para pagamento de obrigação incluída em notificação fiscal de lançamento:
até quinze dias do recebimento da notificação;
após o décimo quinto dia do recebimento da notificação;
após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social; ou
após o décimo quinto dia da ciência da decisão do CRPS, enquanto não inscrita em dívida ativa.
 

12%
15%

20%
 
25%
 

24%
30%
 

40%
 
50%
c) para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa:
Quando não tenha sido objeto de parcelamento;
se houver parcelamento;
após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; ou
após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento.

30%
35%

40%

50%

60%
70%

 
80%

 
100%

Nas hipóteses de parcelamento ou de reparcelamento, incidirá um acréscimo de 20% sobre a multa de mora.
Observações: Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas em GFIP, ou quando se tratar de empregador doméstico, de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento (recolhimento dos 11% retidos sobre serviços com cessão de mão-de-obra, segurado especial ou contribuinte individual sem empregados), a multa de mora será reduzida em 50%.
As multas impostas como percentual de crédito por motivo de recolhimento fora do prazo das contribuições e outras importâncias não se aplicam às pessoas jurídicas de direito público, às massas falidas, às missões diplomáticas estrangeiras no Brasil e aos membros dessas missões.
CND – Certidão Negativa de Débito
A Certidão Negativa de Débito é o documento de prova de inexistência de débito para com as contribuições destinadas à Seguridade Social, para que as empresas e equiparados se habilitem à prática de determinados atos previstos em lei.
Observação: A Certidão Negativa de Débito não isenta o contribuinte da responsabilidade por dívidas apuradas pela fiscalização.
O documento de inexistência de débito será fornecido:
Pelo INSS – em relação às contribuições previdenciárias das empresas e trabalhadores, sobre a comercialização da produção rural e as decorrentes de espetáculos desportivos (clubes de futebol profissional), e
Pela Secretaria da Receita Federal – em relação as contribuições das empresas sobre a receita/faturamento e o lucro, e as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
Exigência: A CND será exigida:
Das empresas em geral:
Na licitação, na contratação com o poder público e no recebimento de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios concedidos por ele;
Na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou de direitos a ele relativos;
Na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel incorporado ao ativo permanente da empresa, desde que o valor seja superior a R$ 18.952,46;
No registro ou arquivamento, no órgão próprio (junta comercial ou cartório), de ato relativo a baixa ou redução de capital de firma individual, redução de capital social, cisão total ou parcial, transformação ou extinção de entidade ou sociedade comercial ou civil e transferência de controle de cotas de sociedade de responsabilidade limitada;
Na contratação ou liberação de eventuais parcelas previstas no contrato de operações de crédito junto a instituições financeiras, que envolvam recursos públicos, inclusive provenientes de fundos constitucionais e de incentivo ao desenvolvimento regional (FNO, FNE, FCO, FINAM e FINOR), recursos do FGTS, do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e recursos captados através de caderneta de poupança.
Do proprietário pessoa física ou jurídica de obra de construção civil:
Quando da averbação da obra no Cartório de Registro de Imóveis.
Do incorporador:
Por ocasião da inscrição ou revalidação do memorial de incorporação no registro de imóveis.
Do produtor rural pessoa física e segurado especial:
Quando da constituição de garantia para concessão de crédito rural, por instituição de crédito pública ou privada, nas situações em que o produtor comercializa sua produção rural com adquirente domiciliado no exterior, diretamente a consumidor pessoa física ou a outro produtor rural pessoa física.
Validade
O prazo de validade da CND é de 60 dias contados da data de sua emissão.
Requerimento
A Certidão Negativa de Débito – CND poderá ser requerida:
Nas agências da Previdência Social; ou
Pela Internet.
Parcelamento
Os créditos do INSS, inclusive os oriundos de contribuições arrecadadas para outros fundos ou entidades (terceiros) podem ser objeto de parcelamento junto às Agências da Previdência Social.
Podem ser parceladas as contribuições relativas à:
Parte patronal;
Declaração de Regularização de Obra (pessoa física ou jurídica);
Arbitramento;
Decisões judiciais proferidas em processos trabalhistas;
Parte dos empregados não descontada;
Parte descontada dos empregados, inclusive domésticos e avulsos, até a competência 06/91;
Sub-rogação referente a comercialização de produtos rurais, até a competência 06/91;
Sub-rogação referente a comercialização de produtos rurais, a partir da competência 07/91, desde que comprovadamente não tenham sido descontadas;
Contribuinte individual, até 03/95, na forma do § 7º do artigo 216 do RPS.
Contribuinte Individual, a partir de 04/95;
Indenização de contribuinte individual referente reconhecimento de tempo de serviço.
Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD), Auto de Infração (AI), Notificação Para Pagamento (NPP) e Levantamento de Débito Confessado (LDC);
Comercialização da produção rural de pessoa jurídica, a partir de 11/96;
Contribuições não retidas por empresas contratantes de serviços mediante cessão ou empreitada de mão-de-obra, inclusive na construção civil;
Dívida Ativa não previdenciária, ajuizada ou não, não decorrente de fraude objeto de sentença transitada em julgado.
Não podem ser objeto de parcelamento, as contribuições relativas a:
Descontos dos empregados, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos, a partir de 07/91;
Sub-rogação referente a comercialização de produtos rurais: produtor pessoa física- desde 07/91 e produtor pessoa jurídica – no período de 08/94 a 10/96;
Retidas por empresas contratantes de serviços mediante cessão ou empreitada de mão-de-obra, inclusive na construção civil;
Número de prestações
O parcelamento é concedido em até 4 prestações mensais, iguais e sucessivas, por competência em atraso, desde que o total não exceda o limite máximo de 60 prestações.
As dívidas das microempresas, das empresas de pequeno porte e de seu titular ou sócio, inclusive contribuição descontada do segurado empregado, relativas a fatos geradores ocorridos até 31/10/96, podem ser parceladas em até 72 prestações mensais, iguais e sucessivas.
Valor das Prestações
O valor é obtido dividindo-se o montante consolidado, por rubrica, pela quantidade de prestações concedidas.
O valor de cada prestação não pode ser inferior a R$ 200,00. Caso o resultado da divisão seja inferior a esse mínimo, a quantidade de prestações será reduzida até que o valor mínimo seja alcançado.
Não se aplica o critério de 4 prestações por competência e sim o de valor mínimo de R$ 200,00 no máximo de 60 parcelas, nos casos de:
Auto de Infração (AI);
Notificação Para Pagamento (NPP);
Obra de construção civil, pessoa física ou jurídica.
Para parcelamento de contribuinte individual, inclusive empregador doméstico, o valor mínimo da prestação será de R$ 50,00, obedecendo-se o critério de 4 prestações por competência para o número de prestações.
Vencimento das Prestações
As prestações de acordos de parcelamentos firmados vencerão no dia 20 de cada mês, sendo prorrogado o vencimento para o primeiro dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário.
Esta data não se aplica aos parcelamentos de Estados e Municípios, tendo em vista a forma de pagamento das prestações através de retenção do respectivo valor do FPE/FPM.
Indeferimento
O pedido de parcelamento será indeferido quando:
não houver comprovação do pagamento antecipado da primeira prestação no prazo máximo de 5 dias contados do recebimento da respectiva guia;
os Termos de Parcelamento de Dívida Fiscal (TPDF) e Termos de Parcelamento de Dívida Ativa (TPDA) não estiverem devidamente assinados.
Reparcelamento
O reparcelamento poderá ocorrer, por uma única vez, para cada processo, porém, sem inclusão de novos créditos ou de saldos de outros parcelamentos, exceto quando o reparcelamento ocorrer na Dívida Ativa.
Para determinação do número de parcelas, no caso de reparcelamento, serão aplicados os mesmos critérios e limites utilizados para a concessão do parcelamento, observadas as características específicas de cada modalidade de parcelamento (empresas em geral, microempresas, contribuinte individual, DRO, etc)
Rescisão
Constitui motivo para rescisão do parcelamento/reparcelamento:
falta de pagamento de qualquer prestação;
perecimento, deterioração ou depreciação da garantia oferecida para obtenção da Certidão Positiva de Débito com Efeito de Negativa (CPD-EN), se o devedor, avisado, não a substituir ou reforçar, no prazo de 30 dias;
cancelamento da autorização de débito em conta, desde que não substituída por outra; ou
insolvência ou falência do devedor.
Legislação específica
– Instrução Normativa nº 29 de 29/06/2000.
– Instrução Normativa nº 37 de 12/09/2000.
Construção Civil
A legislação previdenciária considera obra de construção civil como sendo a construção, a demolição, a reforma ou a ampliação de edificação, de instalação ou de qualquer outra benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo.
Matrícula
A matrícula da obra de construção civil deve ser efetuada no prazo máximo de até 30 dias do início de sua atividade, junto ao INSS.
Os documentos e informações necessárias para proceder a matrícula de obra de construção civil, são:
Para obra de pessoa física:
dados pessoais do proprietário (nome, endereço, CPF, etc.);
dados da obra (tipo, características, área, endereço, etc.);
cópia do projeto devidamente aprovado pelo CREA para verificação e comprovação das informações prestadas pelo contribuinte no ato da inscrição.
Para obra de pessoa jurídica:
dados cadastrais da empresa (razão social, endereço, CNPJ, etc.);
dados do representante legal da empresa (nome, endereço, CPF, etc.);
dados da obra (tipo, características, área, endereço, etc.) e
cópia do instrumento de constituição e respectivas alterações, comprovante de inscrição no CNPJ, projeto devidamente aprovado pelo CREA, anotações de responsabilidade técnica – ART, alvará de concessão de licença para construção e outros que se fizerem necessários.
Matrícula
A obra de construção civil regularmente matriculada será identificada por número cadastral básico acrescido do código de atividade – /6 (barra seis) para pessoa física e /7 (barra sete) para pessoa jurídica, denominado matrícula CEI (Cadastro Específico do INSS).
Contribuições
São responsáveis diretos pelo recolhimento das contribuições devidas à Seguridade Social, inclusive da contribuição para o financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e das destinadas aos terceiros, que deverá ser efetuado em GPS identificada pela matrícula CEI da obra:
o proprietário e o dono da obra;
o incorporador; ou
a empresa construtora, quando contratada para executar obra por empreitada total.
A empresa construtora responsável pela matrícula efetuará o recolhimento das contribuições em GPS Eletrônica distintas, como se segue, por:
segurados empregados do setor administrativo e contribuintes individuais, identificada pelo CNPJ; e
segurados empregados de cada obra, identificada pela matrícula CEI.
A empresa empreiteira e a subempreiteira não responsável pela matrícula da obra, deverão consolidar numa única GPS, por estabelecimento, as contribuições incidentes sobre a remuneração de todos os segurados envolvidos na prestação de serviços da respectiva competência, bem como dos segurados empregados utilizados na sua administração e dos contribuintes individuais, compensando as retenções ocorridas (11% sobre o valor bruto da nota fiscal/ fatura).
Na impossibilidade de haver compensação integral na própria competência, o saldo remanescente do valor retido que será acrescido de juros, poderá ser objeto de pedido de restituição ou ser compensado nos recolhimentos das competências subseqüentes, observado o limite de 30% estabelecido pela legislação.
Ocorrendo a retenção de 11% sobre a nota fiscal/fatura de obra de construção civil por empreitada total, faculdade prevista na legislação previdenciária, esta será objeto de recolhimento por parte da empresa contratante em GPS identificada pela matrícula CEI específica da obra.
A empresa contratada compensará o valor retido, exclusivamente com as contribuições decorrentes das remunerações dos segurados envolvidos na obra.
Na impossibilidade de haver compensação integral na própria competência, o saldo remanescente do valor retido, que será acrescido de juros, poderá ser objeto de restituição ou ser compensado nos recolhimentos relativos à obra das competências subseqüentes, observado o limite de 30% estabelecido pela legislação.
A empresa contratante de serviços para execução de obra de construção civil prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho estará, a partir da competência março de 2000, sujeita à contribuição de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços.
Este recolhimento será efetuado em GPS distinta sendo identificada pela matrícula CEI atribuída à obra para a qual foi utilizada a mão-de-obra prestada por cooperados.
GPS
As instruções para o correto preenchimento das Guias de Previdência Social, específicas para obras de construção civil, estão detalhadas no tópico GPS.
GFIP
Os responsáveis pelo recolhimento que utilizarem mão-de-obra própria na execução da obra de construção civil, ficam obrigados a prestarem informações à Previdência Social, através de GFIP específica para cada obra de construção civil, de conformidade com as orientações específicas constantes no Manual de Orientação e Preenchimento – SEFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social).
A cooperativa de trabalho que intermediar a contratação de mão-de-obra dos cooperados, estará obrigada a prestar informações à Previdência Social, inserindo na GFIP as informações cadastrais do cooperado e o valor a ele distribuído correspondente aos serviços prestados por intermédio da cooperativa às empresas contratantes.
Legislação Específica
– Instrução Normativa Nº 18 de 11/05/2000.
Obrigações acessórias
 A legislação previdenciária, além da obrigação principal que diz respeito ao recolhimento das contribuições sociais, determina que a empresa é também obrigada a:
Preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos.
Esta deverá ser elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, devendo:
discriminar nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado;
agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual;
destacar o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade;
destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e
indicar o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso.
Lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma descriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos.
Estes lançamentos, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após 90 dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente:
atender ao princípio contábil do regime de competência; e
registrar em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços.
Desobrigados de apresentação de escrita contábil:
pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decreto-Lei nº 486, de 03/03/69 e seu Regulamento;
a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e
a pessoa jurídica que optar pela inscrição no SIMPLES, desde que mantenha escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário.
Prestar ao INSS e a Secretaria da Receita Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida.
Informar mensalmente ao INSS, por intermédio da GFIP, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto.
A empresa deverá manter à disposição da fiscalização, durante 10 anos, os documentos comprobatórios do cumprimento destas obrigações, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos competentes.
Crimes contra a Seguridade Social
A lei nº 9.983 de 14/07/2000 alterou o Decreto-Lei nº 2.848 de 7 de Dezembro de 1940 – Código Penal, caracterizou os crimes contra Seguridade Social e determinou as respectivas penalidades, como se segue:
Apropriação Indébita Previdenciária
"Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e na forma legal ou convencional"
Pena: reclusão de 2 a 5 anos, e multa
Nas mesmas penas incorre quem deixar de:
recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurado, a terceiros ou arrecadada do público;
recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;
pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência;
É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a multa, se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que:
tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou
o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais.
Inserção de dados falsos em sistema de informações
“Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano"
Pena – reclusão de 2 a 12 anos, e multa.
Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações
"Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente"
Pena – detenção de 3 meses a 2 anos, e multa.
As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado.
Sonegação de contribuição previdenciária
"Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:
omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços;
deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços;
omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias “
Pena – reclusão de 2 a 5 anos, e multa
É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais.
Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1.625,67 (um mil, seiscentos e vinte e cinco reais e sessenta e sete centavos), o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa.
Inviolabilidade dos segredos
" Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública"
Pena – detenção de 1 a 4 anos, e multa.
Falsidade documental
" Quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública"
Pena – reclusão de 2 a 6 anos, e multa.
Falsidade de documento público
" Quem insere ou faz inserir:
na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório;
na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;
em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado".
Pena – reclusão de 2 a 6 anos, e multa.
Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos acima mencionados nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.
Violação de sigilo funcional
"Incorre quem:
permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, ou acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
utiliza-se, indevidamente, do acesso restrito."
Pena – detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa, se o fato não constituir crime mais grave.
Bases de incidência e não incidência
BASES DE INCIDÊNCIA
Integram a remuneração para fins de cálculos dos valores devidos à Previdência Social, dentre outras, as seguintes parcelas:
I
Abonos ou gratificações de férias, excedentes aos limites legais (art. 144 da CLT);
II
Abonos de qualquer natureza, exceto aqueles cuja incidência seja expressamente excluída por lei;
III
Adicionais de insalubridade, periculosidade, trabalho noturno, por tempo de serviço, por transferência de local de trabalho ou função;
IV
Auxílio-doença (quinze primeiros dias de afastamento);
V
Aviso prévio trabalhado;
VI
Bonificações;
VII
Comissões;
VIII
Décimo terceiro salário;
IX
Diárias para viagem, pelo seu valor total, quando excederem a cinqüenta por cento da remuneração mensal do empregado;
X
Etapas (marítimos);
XI
Férias normais gozadas na vigência do contrato de trabalho (inclusive 1/3 constitucional);
XII
Gorjetas (espontâneas ou compulsórias);
XIII
Gratificações ajustadas (expressas ou tácitas);
XIV
Horas extras;
XV
Prêmios contratuais ou habituais;
XVI
Produtividade;
XVII
Quebra de caixa (bancário e comerciário);
XVIII
Repouso semanal remunerado;
XIX
Representação;
XX
Retiradas de diretores não empregados equiparados aos trabalhadores sujeitos a regime do FGTS (art. 16 da Lei nº 8.036/90);
XXI
Salário in natura;
XXII
Salário-família, que exceder ao valor legal obrigatório;
XXIII
Salário-maternidade;
XXIV
Salário;
XXV
Saldo de salário.

BASES DE NÃO INCIDÊNCIA
Não integram a remuneração para fins de cálculos dos valores devidos à Previdência Social, exclusivamente:
I
Abono do Programa de Integração Social – PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público – PASEP;
II
Abonos de férias – pecuniário correspondente a conversão de 1/3 das férias (art. 143 da CLT) e aquele concedido em virtude de contrato de trabalho, regulamento da empresa, convenção ou acordo coletivo de trabalho cujo valor não exceda a 20 dias (art. 144 da CLT);
III
Ajuda de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973;
IV
Ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT;
V
Alimentação, habitação e transporte, fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego;
VI
Assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965;
VII
Benefícios da Previdência Social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade;
VIII
Bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977;
IX
Complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa;
X
Diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal do empregado;
XI
Direitos autorais – valores recebidos em decorrência da sua cessão;
XII
Férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da CLT;
XIII
Ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário por força de lei;
XIV
Indenização a que se refere o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984 – dispensa sem justa causa até trinta dias antes da data base;
XV
Indenização compensatória de quarenta por cento do montante depositado no FGTS, como proteção à relação de emprego contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias;
XVI
Indenização do tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do contrato – art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973;
XVII
Indenização por despedida sem justa causa do empregado nos contratos por prazo determinado – art. 479 da CLT;
XVIII
Indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS;
XVIX
Indenização recebida a título de incentivo à demissão;
XX
Indenizações previstas nos arts. 496 e 497 da CLT;
XXI
Licença prêmio indenizada;
XXII
Multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão do contrato de trabalho, conforme previsto no § 8º do art. 477 da CLT;
XXIII
Parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976;
XXIV
Participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica;
XXV
Plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que este não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo;
XXVI
Previdência complementar, aberta ou fechada – valor da contribuição efetivamente paga pela pessoa jurídica, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT;
XXVII
Reembolso babá, limitado ao menor salário-de-contribuição mensal e condicionado à comprovação do registro na carteira de trabalho e previdência social da empregada, do pagamento da remuneração e do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança;
XXVIII
Reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas;
XXIX
Ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado, quando devidamente comprovadas;
XXX
Serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa;
XXXI
Vale transporte, recebido na forma da legislação própria;
XXXII
Vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços;
XXXIII
Valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo à prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e disponível a totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9° e 468 da Consolidações da Lei do Trabalho.

Atenção: As parcelas acima relacionadas, quando pagas ou creditadas em desacordo com a legislação pertinente, integram a remuneração para todos os fins e efeitos.
Convênios, contratos e acordos
 A empresa, o sindicato ou entidade de aposentados devidamente localizada poderá, mediante convênio com a Previdência Social, encarregar-se, relativamente a seu empregado ou associado e respectivos dependentes, de:
processar requerimento de benefício, preparando-o e instruindo-o de maneira a ser despachado pela Previdência Social;
submeter o requerente a exame médico, inclusive complementar, encaminhando à Previdência Social o respectivo laudo, para efeito de homologação e posterior concessão de benefício que depender de avaliação de incapacidade; e
pagar benefício.
O convênio deverá dispor sobre o reembolso das despesas da empresa, do sindicato ou da entidade de aposentados devidamente legalizada, correspondente aos serviços prestados, ajustado por valor global conforme o número de empregados ou associados.
Os convênios, credenciamentos e acordos da linha do seguro social deverão ser feitos pelos setores de acordos e convênios do Instituto Nacional do Seguro Social.
O INSS poderá ainda colaborar para complementação das instalações e equipamentos de entidades de habilitação e reabilitação profissional, com as quais mantenham convênio, ou fornecer outros recursos materiais para melhoria do padrão de atendimento aos beneficiários.
A concessão e manutenção de prestação devida a beneficiário residente no exterior devem ser efetuadas nos termos do acordo entre o Brasil e país de residência do beneficiário ou, na falta, nos termos de instruções expedidas pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.
A prestação de serviços da entidade que mantém convênio, contrato, credenciamento ou acordo com o INSS não cria qualquer vínculo empregatício entre este e o prestador de serviço.
Os órgãos da Administração Pública direta, autárquica e fundacional dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderão, mediante convênio com a Previdência Social, encarregar-se, relativamente aos seus funcionários, de formalizar processos de pedido de certidão de tempo de contribuição para fins de contagem recíproca, preparando-o e instruindo-o de forma a ser despachado pelo INSS.
Empregador Doméstico
Forma de contribuição
O empregador doméstico tem a seu cargo a contribuição de 12% sobre o salário-de-contribuição de seu empregado.
A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador, que ficará com a obrigação de descontar e recolher a parcela do segurado empregado à Previdência Social, juntamente com a sua.
O desconto do empregado deverá observar a tabela de salário-de-contribuição constante do tópico "contribuições – segurados".
GPS
O recolhimento das contribuições (empregador e empregado) deverá ser efetuado em GPS com os códigos de pagamento:
1600 – Empregado doméstico – Recolhimento mensal – NIT/PIS/PASEP, ou
1651 Empregado doméstico – Recolhimento trimestral – NIT/PIS/PASEP – somente para empregados com remuneração de um salário mínimo.
GFIP
Caso o empregador opte por recolher o FGTS para o seu empregado doméstico, deverá:
efetuar a matrícula CEI;
preencher e entregar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, como se segue:
– Dados do empregador, inclusive sua matrícula CEI;
– Código de pagamento – 115;
– Código FPAS – 868;
– Código de terceiros – 0000;
– Alíquota SAT – 0;
– SIMPLES – 1;
– CNAE Fiscal – 9500 100;
– Identificação do empregado, inclusive nº do NIT/PIS/PASEP;
– Categoria do trabalhador – 06.
Todas as informações sobre o preenchimento, campo a campo da GFIP de empregado doméstico, estão disponíveis neste "site" – GFIP – empregados domésticos.
A GFIP de empregado doméstico pode ser entregue em formulário papel, adquirido no comércio, ou por meio magnético, mediante a utilização do programa SEFIP desenvolvido pela CAIXA para recolhimento do FGTS, também disponível para captura neste "site" – GFIP SEFIP versão 4.10.
Inscrição do doméstico
O empregador deverá registrar o contrato de trabalho na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado doméstico, e em seguida proceder à inscrição do segurado junto ao INSS, mediante a apresentação da seguinte documentação:
CTPS devidamente anotada;
Documentos pessoais da empregada;
Documentos pessoais do empregador.
Licença-maternidade
Quando a empregada doméstica estiver em gozo de salário-maternidade, o empregador ficará com a obrigação do recolhimento apenas de sua cota patronal, ou seja, os 12% incidentes sobre o salário-de-contribuição.

Além disso, verifique

REVISÃO DE AUXÍLIO DOENÇA

————————————————————- REVISÃO DE AUXÍLIO DOENÇA EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL PREVIDENCIÁRIO …

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