MEMORIAIS

MEMORIAIS

Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da ….ª Vara Cível da Comarca
de …………….

(dez espaços duplos para despacho)

Processo nº ……….

…………………, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente
qualificada nos autos em epígrafe, por sua advogada abaixo assinada,
no processo que lhe move ……………, vem à Vossa Excelência
apresentar seus MEMORIAIS, o que faz nos seguintes termos:

A alegada irregularidade nos produtos que motivaram a emissão das
faturas e conseqüentes duplicatas não restaram provadas até o
presente momento. Nenhum laudo, nenhuma perícia, nenhuma
testemunha, nada que demonstrasse efetivamente a existência das
impurezas e misturas alegadas na inicial foi apresentado de forma a
justificar o não pagamento das duplicatas, de tal sorte que o
requerimento da requerida, outro não pode ser, senão o de
improcedência do pedido.

De se salientar, que o autor, após ter tomado ciência das alegadas
“impurezas e misturas”, e de supostamente ter comunicado o fato à
requerida – o que não restou provado – não ficou no aguardo nem tão
pouco tomou as providências necessárias – efetiva regularização e/ou
troca dos produtos adquiridos – (fl. …..). Muito pelo contrário, todo o
produto foi vendido. De se presumir então, que o autor recebeu de
seus clientes o valor referente ao produto “impuro”, até porque, alega
que recebeu várias reclamações por parte de seus fregueses
consumidores (fl. …..), o que também não provou.

E se assim sucedeu, ou seja, se os produtos foram efetivamente
vendidos, a despeito das “impurezas e misturas”, porque razão as
duplicatas não foram pagas, cumprindo, assim com o pactuado?

Outra consideração: se os produtos não estavam com a qualidade
devida, não haveria razão para que o revendesse a seus
consumidores, eis que, agindo dessa forma, estaria denegrindo sua
própria imagem ao oferecer um produto que só traria insatisfação e
reclamações.

Mas pelo que foi explicitado na inicial, essa preocupação não
perspassou pelo autor, já que o produto não foi devolvido à
requerida, concluindo-se que foi efetivamente vendido.

Sua preocupação só surgiu, quando da sua intimação para pagamento
das duplicatas oriundas do contrato celebrado entre as partes,
referentes aos produtos adquiridos e já vendidos.

O que causa estranheza é a imputação que o autor faz à requerida, de
ter – a finalidade única de tentar denegrir a imagem de seu próprio
revendedor de longa data – (fl. 4). Isso em razão da seguinte e
simples indagação: que vantagem haveria de aprouver a requerida, em
sendo denegrida a imagem de seu revendedor?

Nenhuma é a resposta.

Muito pelo contrário, os consumidores do autor, poderiam muito bem
abastecerem em outro posto, que não revendessem os produtos da
requerida, o que lhe acarretaria prejuízos.

Assim, diante de todo o exposto, a conclusão lógica a que se pode
chegar, é que a atitude do autor foi meramente protelatória, não
havendo nenhuma irregularidade que deveria ter sido sanada pela
requerida, razão pela qual requere-se a improcedência do pedido, e
sua condenação em honorários advocatícios, custas processuais, e
demais cominações de direito.

Nestes termos,

Pede e espera deferimento.

Local, ….. de ……………….. de ……….

Assinatura do Advogado

OAB nº ………./…..

Além disso, verifique

MEMORIAL CARTÃO

EXMO. SR. DR. JUIZ DA 13A VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL Proc : 99.001.105813-5 …

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