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RÉPLICA ENTREGA DO BEM X MORA POR CULPA DA RÉ

EXMO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA MM. 3ª VARA CÍVEL DA REGIONAL DA LEOPOLDINA/RJ.

REF: PROCESSO:

, já qualificado nos autos do processo em epigrafe, vem mui respeitosamente perante V.Exª, em cumprimento ao R. Despacho de fls.31, objetivando resguardar seus direitos, por seu Advogado infrafirmado, dizer em;

R É P L I C A

para ao final requerer o seguinte:

Inicialmente, ratifica o Autor de pronto todo conteúdo do texto exordial e mais os acréscimos contidos nos petitórios existentes nestes, por serem os mesmos a expressão da verdade, ainda mais agora, apos tomar conhecimento da peça de defesa da parte Ré de fls. 16/29, onde verifica-se em tom sereno, que o seu conteúdo representa na íntegra a confissão da ré na negativa da solicitação do autor em devolver o veículo, mesmo renunciando a tudo que pagou, cabe lembrar que até ao ajuizamento da presente ação, o autor encontrava-se rigorosamente em dia com o contrato pactuado,mas, mesmo assim a Ré negou o pleito do Autor.

MM.Dr. Juiz, ocorre que com a negativa da Ré em aceitar a devolução do bem, o Autor não teve outra alternativa senão o veio judicial para ter sua pretensão apreciada, pois, não pretendia entrar em mora com o contrato, sendo certo que a Ré insistia no inadimplemento do contrato sob a alegação de que iria ajuizar ação de busca e apreensão em caso mora o que acabou ocorrendo, pois, o Autor sem o labor alternativo, não teve como suportar as prestações sem comprometer o seu orçamento familiar.

Ratifica o Autor que, renuncia qualquer valor que viesse a ser restituído com a venda do bem objeto da lide pela Ré conforme afirma em sua peça de bloqueio quando aponta na cláusula 22.4 que determina a devolução de valores ao autor, urge esclarecer que o Autor já pagou no ato do negocio jurídico, o valor de R$ 10.000,00 (Dez mil reais) e mais cinco parcelas do contrato, e não tem nenhuma pretensão de receber qualquer valor de devolução mesmo que inserido no contrato, pois, esta é a sua manifestação de vontade que faz junto a este D. Juízo, ilidindo desta forma qualquer suposto pleito futuro por parte do Autor.

Portanto, ao contrario do que afirma a Ré em sua contestação poderá sim haver a resolução do contrato com a entrega do bem, pois, não haveria nenhum prejuízo monetário para a Ré no procedimento de entrega do bem arrendado.
MM.Dr. Juiz, a nefasta afirmação da Ré na alegação de ser absurdo alguém adquirir um bem e depois devolve-lo, por problemas financeiros, não pode ser levada em consideração pois afinal nossa sociedade é por demais dinâmica e muda quase que o tempo todo e todos que nela estão inseridos podem vir a sofrer com essas mudanças podemos afirmar o caso em tela do autor. Ocorre que no ato da compra o autor tinha um labor que o conferia um rendimento mensal de aproximadamente R$ 6.000.00 (seis mil reais), só não poderia adivinhar que em um futuro próximo este labor ainda que informal, viesse a ser interrompido, portanto não pode ser considerado absurdo pela Ré a BOA FÉ do Autor em tentar por várias vezes junto a esta solucionar o problema, sem que tivesse que ingressar na justiça, mas, que foi negado pela Ré qualquer tipo de acordo insistindo que o autor entrasse em mora.

Insta lembrar que o nosso direito pátrio é norteado por princípios básicos e um deles e o da Razoabilidade, ignorado pela Ré que tetou imputar ao Autor o adimplemento de um contrato que por um fortuito inviabilizou o Autor de cumpri-lo, mas, que tentou junto a Ré equacionar o problema tentando devolver o bem sem reaver qualquer valor pago, mesmo assim, sem nenhuma razoabilidade ou flexibilidade sustentou a postura de dar continuidade a um contrato que tinha conhecimento que não iria ser possível dar continuidade pelos fatos apresentados na peça de ingresso. Urge esclarecer que nenhuma norma é rígida a ponto de não poderem ser flexibilizadas e utilizando-se do bom senso e da razoabilidade podemos e devemos mudada-las em casos inesperados ou fortuitos como este..

Lastreado nesses princípios, e a mercê da argumentação supramencionada, ratifica os argumentos acima descritos por retratarem a mais pura verdade dos fatos, pois, o Autor inegavelmente tentou junto a Ré compor um acordo sem que trouxesse prejuízos para a Ré, e isso ficou muito claro na peça de bloqueio, pois, a Ré não nega que tais contatos foram feitos no sentido de uma composição para evitar a mora, sendo certo que a Ré, não considerou as alegações deu preferência para o inevitável, que foi o inadimplemento do Autor pelos fatos já narrados.

Diante do exposto, e da argumentação supramencionada, é o bastante para requerer a V.Exª, seja concedido o pedido de entrega do bem, sem devolução do que foi pago a Ré.

Requer a V.Exª seja concedida a resolução do contrato sem qualquer ônus para o autor, determinando que a Ré retire o nome do autor dos órgãos controladores de crédito SERASA, se não o fez que fique intimada a não faze-lo.
.
Protesta por todos os meios de provas em direito admitidas e depoimento pessoal da Ré.

Termos em que
P.Deferimento.
Rio de Janeiro

Além disso, verifique

TITULO PROTESTADO INDEVIDAMENTE

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 29ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL-RJ Processo …

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